quinta-feira, 19 de junho de 2008

Violência versus Defesa - por: Graziela Cravo e Canela

De tanto ouvir falar não agüentei calar.
Outro dia estava passeado com a Isa e um gato vira latas avançou na direção dela. Automaticamente dei um pontapé no gato que assustado recuou do ataque. Logo pensei "que gato idiota, o que ele pensa que é para atacar minha cachorrinha?".
Continuei o passeio me sentindo a própria leoa e estranhamente com sentimento de proteção "algo materno". Materno como!? Ela é um animal, não é uma criança!
Esse sentimento aflora em mãe, pai, e em seres humanos racionais e irracionais. Ao tempo em que adultos cometem atos violentos contra crianças, quando deveriam cuidar e proteger. Tempo esse em que um caso em muitos pode-se chamar de crime, se julgado for.
O assunto é os Nardoni que possivelmente cometeram atos violentos levando a menina Isabella Nardoni à morte, imagino que se a madrasta agrediu a menina, o pai racional, deveria proteger, defender e socorrer a filha.
Que sentimento é esse que leva alguém a praticar tamanha crueldade contra um ser indefeso a quem deveria amar a proteger? Deve ser um sentimento diferente de ser colocado frente a frente com alguém a altura de sua própria crueldade! Como explicar?
Que sejam julgados e que a Lei seja aplicada, com o aval da opinião pública. Sim opinião pública, essa mesma que ajudou a julgar Suzane Richthofe, e que não teve tanto êxito no caso de Daniela Perez.

LEI DA NATUREZA HUMANA
Amar ao próximo, e se esse próximo for seu filho amar em dobro e incondicionalmente.
LEI FEDERAL Nº 8.069, DE 13 DE JULHO DE 1990.
Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências.
Art. 4º É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

MEUS AGRADECIMENTOS

Bem, A TURMA DO BALÃO MÁGICO fez parte de minha infância de uma forma muito especial. Posso afirmar que as músicas, ainda hoje, povoam o meu imaginário e alimentam os meus sonhos. Claro que esse apego não se limita a nostalgia, embora em alguns momentos eu seja nostálgico, ou mesmo a um sentimentalismo piegas, alicerçado nas lembranças do passado. Somos seres humanos e carregamos toda uma carga de fatalidade que a vida oferece, mas, também, irrompemos, vez por outra, em um mundo de felicidades, sonhos e fantasias e, nesse mundo, tive o privilégio de adentrar com vocês.

Milhares de anônimos, como eu, teve a oportunidade ímpar de ter vivido na época do BALÃO MÁGICO. E, afirmo com toda convicção que a vida pode dar: Eu agradeço a todos vocês por terem feito parte dos meus sonhos; vocês foram os principais responsáveis pela minha permanência na infância; o apego as coisas de crianças; uma visão de um mundo despido das mazelas e fatalidades, que hoje, aos nossos olhos são tão evidentes.

Nada de ações para querer nos iludir, para comprar esse ou aquele brinquedo, ou até mesmo, nos deixar em um mundo de ignorância. Não! Éramos crianças e não tínhamos obrigação ou mesmo motivo para adentrar no mundo dos adultos, tão áspero, insensível e indiferente. Vivíamos a nossa realidade desnudada da malícia, maldade e vileza, abraçando com o coração, todas as canções da TURMA DO BALÃO MÁGICO e criando um escudo protetor para nossa infância.

Sim, um escudo protetor! Esse seria o termo empregado para definir de que forma a turma atuava na gente. Em um mundo, principalmente nos dias atuais, onde a miséria, fome, prostituição e violência infantil, drogas, entre outras, são os carros chefes da criminalidade, da desordem, tivemos o A TURMA DO BALÃO MÁGICO para nos proteger e guiar. Em um mundo onde a criança deixar de ser criança bem mais cedo, engravidando aos 10, 12 anos de idade e com isso castrando toda a sua fantasia, que só nessa fase é proporcionada, tivemos o A TURMA DO BALÃO MÁGICO para nos proteger e guiar.

Outro aspecto que queria enfatizar é principalmente com relação às músicas de hoje. A indústria do descartável vem proporcionando um lixo “musical” e, de forma alarmante, induzindo a juventude, as crianças a engolirem essa porcaria “musical”. Na minha infância eu escutava: Se Enamora, Juntos, Você e Eu, Amigos, Etc. Hoje o que se tem propiciado é um tipo de coisa (não podemos chamar de música) que nada mais é do que a degradação do ser humano.

Sei que vocês são muitos ocupados, não teria mais espaço para um fã, que ainda carrega uma vontade louca de poder reviver aquela época. Entretanto, mais uma vez, quero agradecer a todos vocês: Simony, Jairzinho, Tob, Mike, Fofão, Castrinho, Luciana, Ricardinho por terem feito parte da minha vida e serem, um referencial na minha infância. MUITO OBRIGADO!