quarta-feira, 28 de maio de 2008
18/04/08 - MPF/RN pede condenação criminal de ex-prefeito de Pedro Velho
O Ministério Público Federal (MPF/RN) pediu ontem, 17 de abril, a condenação do ex-prefeito de Pedro Velho (RN) Lenivaldo Brasil Fernandes e do empresário Sérgio Eduardo Rodrigues da Silva pela prática do crime de responsabilidade por desvio de verbas públicas (Art. 1º do decreto-lei nº 201/67).O pedido de condenação aconteceu na apresentação das alegações finais do Processo nº 200684000009470, que corre na 2ª Vara da Justiça Federal.Na peça, o MPF expõe que o Ministério da Integração Nacional repassou R$ 150 mil ao então prefeito, que firmou um contrato com o empresário Sérgio Eduardo Rodrigues da Silva para a construção de 45 casas populares.Uma fiscalização realizada pela Secretaria da Defesa Civil detectou uma série de irregularidades, que vão da ausência de projetos de engenharia, do memorial descritivo e da planilha orçamentária da obra,até a conclusão de que a construção total das casas de fato não ocorreu. Ficou constatado que apenas parte dos recursos foram aplicados, restando a quantia de R$ 65.738,46, que não foi devolvida aos cofres da União. Após a apresentação das defesas e oitivas das testemunhas, o MPF concluiu pela responsabilização criminal dos acusados, pedindo a Justiça a condenação pelo crime de desvio e apropriação de verbas públicas. Em caso de condenação, os acusados podem receber a pena de reclusão por dois a 12 anos. Assessoria de ComunicaçãoProcuradoria da República no RNFones: (84) 3232-3960/ 9138-8678
quinta-feira, 22 de maio de 2008
EDITORIAL
Pedro Velho - RN, Abril de 2008 - Ano II ● Número 07 / o.arroto@bol.com.br
Voltamos! Embora algumas pessoas acreditassem que tínhamos desistido, voltamos com o mesmo propósito de outrora: trazer informações precisas e verídicas acerca das pústulas que governaram e tão mal governam nosso chão. Já foi dito em outro momento que: água mole em pedra dura...
2008 é um ano especial simplesmente por ser um ano eleitoral. Os sonhos, as esperanças, geralmente nesse período, ficam "mais" impregnados em nosso ser. Voltamos a acreditar em promessas; em alguns casos esquecemos até de recorrer ao velho santinho que tão "bem" enfeita o altar caseiro ou mesmo a pregação do pastor fervoroso, ávido por aumentar o seu rebanho de ovelhas. A nossa fé passa a ser depositada no político profissional que entre pseudo-compromissos e compras de votos só nos deixam lamentações.
Não tardará para que batam em nossas portas, como bem disse Gregório do Mato, acompanhados por marionetes de plantão, prontos a suplicarem por votos, latirem falsas promessas e saírem com um sorriso matreiro entre os dentes, ganindo: aguardem-me, otários. Este é o ano do Atro Dragão Funéreo da Maldade.
Como cidadãos e eleitores, somos os principais responsáveis pela política do PING PONG estabelecida em nosso município. Um ano é PING o outro é PONG. E nesse PING PONG, o resultado é este que vivenciamos: O DESCASO. Agora, canalhice é acreditar que todas as mazelas de Pedro Velho são frutos da atual administração e não de uma alternância de poder em que um néscio "abdica" em favor de um parvo. Entramos em um ciclo constante de incompetência, que nos últimos trinta anos levou Pedro Velho ao abismo da carência. E se hoje vivenciamos a política do absurdo é porque a semente plantada anteriormente foi o próprio absurdo. Cada um colhe o que planta, diz o ditado. E nós colhemos o que plantamos. Essa é a realidade, não há como fugir, há?
Outro aspecto que temos que refletir é: se o que hoje pousa de "bom moço", foi o mesmo que criou as condições favoráveis e necessárias para a desordem presente, não diferindo – é óbvio – da desordem passada, então, ele é realmente bom? Como pessoas que com suas poses de "cordeiros pacificadores" entregaram à administração pública a desordem? Um pai e uma mãe sensatos não constroem para seus filhos uma casa sem alicerce, pois sabem que na primeira chuvarada ela iria ao chão. Um administrador sensato não cria condições para que larápios venham governar a "sua" cidade, pois sabem que todo o seu esforço de administrar em favor do município iria por água abaixo. E não é isso, por acaso, que vivenciamos? O "obreiro", o "bondoso", o "magnânimo" com sua índole da perversidade criou essas condições e hoje se apresenta com cara de Amélia arrependida querendo voltar? E como diz aquele trechinho: Volta Amélia, Volta, Abandona esta cidade, Vai pro teu ninho de Maldade, Só assim teremos Volta! (N. do E.). Parece-nos que a ganância dessa estirpe de mal-paridos não tem fim. É como o abismo negro que suga tudo ao seu redor. A diferença estar no que é sugado: esperança.
Como podem ser classificadas pessoas, que apostam na desgraça coletiva para atingirem o sucesso pessoal? Dizem que o brasileiro tem memória curta (na verdade memória curta é o oposto da ganância longa), mesmo assim, pediremos para se fazer um retrospecto dos últimos trinta anos do nosso quadro administrativo. Chegaremos a fácil conclusão de que por mais diferentes que tenha sido como pessoas, como administradores eram os mesmos: consolidar a derrota do ser humano em favor do proveito pessoal. Há quem prove o contrário?
Um município em que o patrimônio público (Kombi, Trator) se tornou refém dos apátridas aproveitadores, para pagamento de dividas é, no mínimo, absurdo. Administrações que não assumem compromissos; outras que exalam fétido odor de descaso, travestido de mentirosos compromissos, é uma constante em nossa vida pública. Gozar com todo direito que nos pertence, mas, que vem sendo usurpado ao longo de uma árdua caminhada da vida, o prazer de podermos morar em um município decente, parece-nos que é uma tarefa para a linha do horizonte, distante, no futuro. Só que o horizonte um dia se aproxima, o futuro se torna presente, mudanças não acontecem e, continuaremos precisar de novos horizontes e novos futuros para os mesmos problemas?
Mais um ano eleitoral, e as cartas foram lançadas e, mais uma vez o descarte está em nossas mãos, como costuma acontecer a cada quatro anos: A NOSSA CHANCE SE RENOVA. Com isso temos a possibilidade de descartar quem historicamente nos descarta e, sem esquecer o passado com sua biografia de canalhices, reescrevermos nossa história e assumirmos uma postura ao menos, uma vez na vida, sensata. Esperamos com isso, que ao laçarmos a flecha da justiça no ar, acertemos em cheio o alvo dos nefastos, pois lançá-la em outra direção, não terá mais volta e, ao invés de fazermos justiça, seremos injustiçados. Boa Leitura!
Os Editores
Direção: Marcos Teixeira & Tito Lívio
Colaborador desta Edição: Maria Cleidimar e
Cledenilson Moreira - Cientista Social
ESPAÇO POEZIA
AO GESTOR DEMENTE* por: Tito Lívio
"Digníssimo", "grandioso" Gestor Demente.
Apetite voraz e caráter dissoluto
Capacidade de gerir como um maluco
A combalida cidadezinha inocente.
Mensageiro do terror e dos suplícios
Capaz de suplantar a felicidade
Demônio obscuro da maldade
Portador inconteste de todos os vícios.
Maldito seja teu insignificante legado
Que os ventos só trazem a desgraça
Tua vida se derrama em cachaça
Teu compromisso nunca é honrado.
Tu és a universal grandeza do horror
"Maior" até que o Hércules o Universal Colosso
Tua essência se reduz ao espírito de porco
Eis o "sabichão" o rei do desamor.
Brandindo os teus uivos e gritos bestiais
Assombrando a esperança adormecida
Eis a forma diminuta da lombriga
Eis a desgraça de nossos carnavais.
Com ações tortas como a sua vida
Tem sorriso amarelo de doença
Combatente impávido de outra crença
Eis o porta-bandeira da mentira.
1,9 a média geral. Isto já se entende.
Mais cadê o Gestor o afoito o Demente
Que não encontra a solução
Preferindo atingir todos com tiro de canhão?
Afinal, eis o "maior", o mais "capaz",
Apresentador da "brilhante" Solução
"Tempestuoso", o mais "loquaz".
Exemplo "digníssimo" de nossa administração.
Incapaz de insistir em outro terreno
Cerne de um pensamento apodrecido
Digno de um conjunto de estribo
Eis destilador do mais podre veneno.
Defende sem pudor esse aborto
Amando, espalhando sua paixão,
Deixando até o mais humilde absorto
Tu chamas isto de gestão?
E se achando na razão e no direito
Governas com rancor e com maldade
Os escombros de uma bela cidade
Com esse pensamento pífio e Canhestro.
Não esperem um comportamento libertário
De um espírito patético e doente,
Que já nasce com o pensamento acorrentado
Ele é o tolo, o típico subserviente.
Mas não terminou aqui. Não!
Ainda insisto no mesmo campo
Deixa de derramar esse teu pranto
Conte para nós sua contribuição.
Talvez possa ser reduzida a menor,
Parte destacada do papel higiênico
Mas deixe ignorante, ignóbil ser blasfemo,
De atacar a cidade com rancor.
Resta apenas saber pelo veneno letal
Da voz, da caneta, da palavra e do grito
Se tu eis realmente o grandioso o maioral
Ou não passas de um amontoado de podre lixo.
* Uma justa e necessária homenagem a todos os políticos que nos útilmos Trinta anos vem transformando nossos sonhos em pesadelos e nosso município num Lupanar.
"Digníssimo", "grandioso" Gestor Demente.
Apetite voraz e caráter dissoluto
Capacidade de gerir como um maluco
A combalida cidadezinha inocente.
Mensageiro do terror e dos suplícios
Capaz de suplantar a felicidade
Demônio obscuro da maldade
Portador inconteste de todos os vícios.
Maldito seja teu insignificante legado
Que os ventos só trazem a desgraça
Tua vida se derrama em cachaça
Teu compromisso nunca é honrado.
Tu és a universal grandeza do horror
"Maior" até que o Hércules o Universal Colosso
Tua essência se reduz ao espírito de porco
Eis o "sabichão" o rei do desamor.
Brandindo os teus uivos e gritos bestiais
Assombrando a esperança adormecida
Eis a forma diminuta da lombriga
Eis a desgraça de nossos carnavais.
Com ações tortas como a sua vida
Tem sorriso amarelo de doença
Combatente impávido de outra crença
Eis o porta-bandeira da mentira.
1,9 a média geral. Isto já se entende.
Mais cadê o Gestor o afoito o Demente
Que não encontra a solução
Preferindo atingir todos com tiro de canhão?
Afinal, eis o "maior", o mais "capaz",
Apresentador da "brilhante" Solução
"Tempestuoso", o mais "loquaz".
Exemplo "digníssimo" de nossa administração.
Incapaz de insistir em outro terreno
Cerne de um pensamento apodrecido
Digno de um conjunto de estribo
Eis destilador do mais podre veneno.
Defende sem pudor esse aborto
Amando, espalhando sua paixão,
Deixando até o mais humilde absorto
Tu chamas isto de gestão?
E se achando na razão e no direito
Governas com rancor e com maldade
Os escombros de uma bela cidade
Com esse pensamento pífio e Canhestro.
Não esperem um comportamento libertário
De um espírito patético e doente,
Que já nasce com o pensamento acorrentado
Ele é o tolo, o típico subserviente.
Mas não terminou aqui. Não!
Ainda insisto no mesmo campo
Deixa de derramar esse teu pranto
Conte para nós sua contribuição.
Talvez possa ser reduzida a menor,
Parte destacada do papel higiênico
Mas deixe ignorante, ignóbil ser blasfemo,
De atacar a cidade com rancor.
Resta apenas saber pelo veneno letal
Da voz, da caneta, da palavra e do grito
Se tu eis realmente o grandioso o maioral
Ou não passas de um amontoado de podre lixo.
* Uma justa e necessária homenagem a todos os políticos que nos útilmos Trinta anos vem transformando nossos sonhos em pesadelos e nosso município num Lupanar.
MINHA PEDAGOGIA POEMA DE DOM HELDER CAMARA / TEXTO por: Maria Cleidimar Fernandes de Brito
Não ensines a teu filho que as estrelas
Não são do tamanho que parece ter:
Maiores do que a terra!
São lâmpadas que os anjos acendem todos os dias
Assim que o sol começa a escurecer...
Não diga a teu filho
Que as asas dos anjos
Só existem na imaginação
Já vi meu anjo em sonho e posso jurar
Que ele tem asas claras
Que até parecem feitas de luz.
Não encha a cabeça do teu filho
Ensinando-lhe hipóteses precárias
Que amanhã de nada servirão.
Povoa de beleza
O olhar inocente do teu filho.
Dá-lhe uma provisão de bondade
Que chegue para a marcha da vida.
Infundi-lhe na alma o amor de Deus
E tudo mais por acréscimo ele terá.
Poema do saudoso Dom Helder Câmara, bispo em Olinda-PE; No decorrer de sua vida, tomou para si a missão de lutar pelas causas sociais e com singeleza e candura discorrer, nesse poema, a cerca da pureza do ser criança, imbuída de imaginação, inocência e amor.
Não percamos tempo, para abraçarmos esses versos, e trazermos para nossas vidas o zelo, o afeto, o mimo, e, sobretudo, respeito que toda e qualquer criança merece ter. Nada de pensamentos retrógrados, herdados de culturas arcaicas que se quer desfrutavam do prazer do convívio direto (no sentido de tato, tatear, pegar...), numa das fazes mais belas da infância – a de quando a criança é bebê.
Façamos uma revolução senhores pais e senhoras mães, babás, vovós e vovôs, titios e titias, amigos da família, ou seja, lá quem for: a criança é um ser abençoado por Deus, e com tal, deve ser agraciada por cada um de nós; nós que fazemos parte do mundo dos grandes, das pessoas sérias, ocupadas demais, mas que mesmo equivocados com o que chamamos de "responsabilidade", "seriedade", não esqueçamos de fazermos diariamente, seja lá qual for o grau de parentesco ou não: mimar, mimar, amar, amar, a criança que existe em seu derredor...
Quando isso acontecer um dia, os gritos e os castigos darão lugar ao diálogo e a disciplina, os apelidos usados no intuito de manchar o brio da identidade de uma criança será extirpado por si só da língua daquele(s) que o fez. Dessa forma, os direitos universais da criança e do adolescente, no que se refere a sua integridade física, psíquica e moral serão assegurados, não pela força da lei, mas, primordialmente pela ação individual e/ou coletiva de cada um de nós – os sérios e responsáveis demais.
Estamos cientes de que o campo de discussão é bem maior do que esse que timidamente propusemo-nos expor, considerando que adentrar no universo infantil perpassa por valores singulares que Dom Helder discorreu tão bem. Você, a partir de agora, passas a ser responsável pela alegria ou choro, sorriso ou indiferença de uma criança,... Aproveite para povoar de beleza as tuas atitudes grosseiras, arraigadas com receitas prontas, etiquetas vazias, "achismos" baratos, que exige da criança aquilo que nem você é capaz de fazer depois de grande; mamães, papais, babás, titios e titias, vovós e vovôs, amigos e amigas da família, fulano ou cicrano, as estrelas são lâmpadas que os anjos acendem todos os dias e que só o amor nos faz melhores... Abrace a criança que está em você e promova a paz!
ADEUS MUDANÇA por: Tito Lívio
tito.luz@bol.com.br
tito.luz@hotmail.com
tito.luz@hotmail.com
Desde a pré-história o ser humano vem experimentando mudanças e criando condições para havê-las. À medida que descobrimos – fogo, roda, bronze, ferro entre outros – ao mesmo tempo fomos dando utilidades para as descobertas. Desde tempos remotos que a humanidade vem apresentando uma evolução, em vários aspectos de sua natureza e, com isso, propiciando prazeres, antes desconhecidos, em prazeres cotidianos – embora ainda existam os que continuam nas penumbras, não desfrutando de absolutamente nada ou quase nada. É a Revolução da Descoberta, que nos tirou de uma vida de incógnitas e até certo ponto limitada em relação ao que poderia e pode ser conhecido e nos deu a possibilidade de sonhar além, de ir além.
Conjuntamente com essa revolução, veio à necessidade de fixarmos residências em determinadas áreas, nos levando a abandonar uma vida de nomadismo. Foi o início do surgimento das civilizações que até ontem conhecíamos como civilização moderna e nos dias atuais pós-moderna.
A terra, um ponto infinitamente pequeno do universo, ligada, ao mesmo, por um elo invisível, apresenta um dinamismo indissociável do mesmo. Dança de forma conjunta, e apresenta suas revoluções como influencia em nossa evolução. E é justamente esse elo que se apresenta como uma teia, com seus emaranhados de fios, que nos dá uma ligação com tudo e todos "somos parte da natureza e se fazemos mal a natureza, fazemos mal a nós mesmos". Não há com fugir. E essa energia que propiciam as mudanças, faz parte do processo de evolução que esta intimamente ligada conosco.
Dentro desse complicado quadro de energia e transformações, alcançamos, em um breve período de nossa história, um salto qualitativo no com concerne os avanços tecnológicos: é inegável, nos dias de hoje, recusar a utilidade da energia elétrica, do carro, dos avanços tecnológicos, dos transportes aéreos, dos avanços das ciências em uma forma mais ampla. Ou seja, estamos sempre vivenciando um processo ativo, em busca de novos prazeres, conhecimentos e outras saídas. E essa é uma das nossas características: buscarmos além para não corrermos o risco de nos afogarmos em uma vida de limitações. De limitado só temos o breve período de nossa existência na vida terrena.
Nesse quadro faz jus afirmar que: sempre estamos experimentando, inovando, transpondo, sonhando, indo além e buscando irromper com essa inércia que quer nos prender, a ferro e fogo, a uma vida patética e doentia. Contudo, experimentar algo novo, mudanças, revoluções, é tarefa árdua e ao mesmo tempo complexa. Requer uma dose de sacrifício e de ruptura com essa uniformidade de pensamento que nos atrela a políticas excludentes e absurdamente atrasadas. Afinal quem não gosta de levar "um tapinha" nas costas e escutar do político canalha pode contar comigo, mesmo que não seja verdade? Quem não acorda diariamente com um sorriso de orelha a orelha, por estar sendo favorecido ou até por seus familiares estarem sendo favorecidos na política do momento? Quantos não se calam diante das barbaridades cometidas nas administrações, apenas por terem recebido convites para festas, participarem da mesa dos políticos ou mesmo silenciarem diante de esmolas travestidas de salários de assessoria? Quantos não são aqueles que apostam na política do quanto pior melhor, apenas para servirem de marionetes para efetivação dos interesses dos pseudo-politicos que estão na fila de espera? Somos donos dos nossos anseios?
Tudo isso nos faz assegurar que Pedro Velho vem sendo minado em uma velocidade assombrosa. As políticas aqui aplicadas têm as mesmas características as de 30 anos atrás. É o reverso do processo evolutivo, o contrário da mudança e a identidade com o atraso. Perdemos o fio da meada e estamos andando na contramão da história; na verdade estamos opostos à dinâmica da teia da vida que conecta tudo a todos, como se não fizéssemos parte desse universo. Seguimos contrários a tudo que significa mudança e agarramos de corpo e alma ao atraso absoluto
O tétrico cenário que se apresentam no quadro político municipal nos remete, sem sombra de dúvida, a uma via de mão única. Não experimentamos nada de novo nos últimos trinta anos, não só nos isentamos de experimentar como não nos demos a oportunidades de vivenciá-las. Estamos presos, mais uma vez, a opção nula e, essa nulidade se apresenta em um grau tão elevado que em muitos momentos nos força a desistir.
Levantemos os braços, todos! E em nome da incompetência, descaso, falta de compromisso, vilania, que se tornou parte indissociável de nossas administrações, louvemos a vida boa que daremos aos mal-feitores e que nos próximos quatro anos tornará nossos sonhos em pesadelos as esperanças em desespero a fé em descrença. AdeusMudança!!!!
TEXTO, FOTO E REFLEXÃO
QUEM SÃO OS VILÕES DE VERDADE? QUEM É O G20? por: Cledenilson Moreira - Cientista Social
Observando a situação dos professores do município de Pedro Velho, categoria a qual pertenço e me identifico, e o momento ímpar de luta pela melhoria do salário base, vejo uma espécie de grito dos excluídos às avessas. E os gritos ecoam como balas no escuro e sem direção, entretanto, uma me atingiu; e por isso, chegou à hora da verdade. Vamos ver o quanto de verdade somos capazes de suportar.
A situação do aumento salarial da categoria era previsível. Eu avisei. Mas quem me ouviu? O primeiro tiro veio de uma professora afirmando que eu estou contra a categoria e não sou mais do sindicato. Ora! Eu sempre fui categoria, fui o primeiro a me filiar ao Sinte como fundador do Núcleo Sindical de Pedro Velho e serei o último a sair. Pertenço ao sindicato e sou coerente com sua luta. O mesmo sindicato que a colega professora nunca respaldou. Não sabe o que é uma Assembléia, pois nunca participou. Agora, é assídua. Sempre disse: fui convidado para fazer um trabalho na Secretaria de Educação de cunho pedagógico e vi nele uma oportunidade de conseguir para a categoria o que sempre nos foi negado. Lutei durante os oito anos da gestão anterior, sendo ridicularizado por parte da própria categoria, quando eu pedia para incorporar a regência de classe ao salário base e nunca fui ouvido, aliás, o Núcleo Sindical de Pedro Velho nunca foi ouvido. Agora, na Secretaria de Educação, consegui o apoio da Secretária, da Equipe Pedagógica e do Prefeito Jalmir para incorporar a regência e aumentar a base salarial em 15%. Fizemos isso em 2006. E aí, colega professora? Quando foi melhor para o seu bolso? Quando eu estava no front do rejeitado SINTE daqueles anos ou agora? Você só vai entender isso se fizer, pelo menos, um ano de Sociologia.
Quanto ao aumento, é lamentável que um grupo de 20 professores (G20) tenham criado tal situação. Um grupo que prejudicou 160 professores, inclusive eles próprios, tudo para não "magoar" o gestor anterior. Hoje, não querem assumir a irresponsabilidade de ter contribuído para um congelamento do salário do professor de nível superior durante oito anos, e atualmente, posam de donos e donas da razão com um discurso de que não se deve olhar para o passado. Por quê? Só devemos olhar para o passado para ver quem era da luta na frente sindical? É fato. Antes, a categoria se dividia em "os idiotas" que faziam parte do sindicato, na concepção do G20, e o restante dos 105 professores na época. Os ditos "idiotas" e outros adjetivos pejorativos arraigados na minha mente, contavam 10 profissionais. Os 10 que queriam aumento da base salarial, incorporação da regência, meia semana (que foi extinta), um Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos democrático, e fomos derrotados pelo G20 que se apresentava como advogados do prefeito entre 1999 e 2004.
Foi assim quando defendemos a regência integral e, sem força e sem respaldo da maioria, perdemos. Foi colocado 30% e retirado 12,5% da meia semana já conquistada. Queríamos manter a meia semana, pois não concordamos em reduzir direitos e salários da categoria. Ficou 17,5 % sob aceitação da maioria. Queríamos o aumento da base, por orientação do Sinte, o G20 e a maioria defendiam o rateio e alegava que não podia ter aumento. Como não podia ter aumento se tinha dinheiro sobrando para ratear? E a base continuava congelada. Para se ter uma idéia, de março 2003 a março 2008, a base salarial do professor de nível médio aumentou 169,00 e do superior 139,00 em 5 anos. Se tirarmos a incorporação da regência e o aumento de 15% em 2006, no governo atual, a situação era bem pior.
O agravante dessas perdas repousa em 1998/1999 até 2005, que para fazer concurso o prefeito da gestão anterior reduziu o salário do professor que ainda não era efetivo. Uma perda de 70,00. Soma-se a isto, 8 anos sem reajuste; perda de 12,5% da meia semana; rateio ao invés de aumento da base. A sorte do professor foi os títulos que conseguiu com bastante esforço e a Licenciatura, exigências do Governo Federal. Em tempos de FUNDEF que foi criado para melhorar o salário do professor e a educação, infelizmente, Pedro Velho não foi colocado em anexo. Só restou tomar os microfones da boca de quem reclamava, enquanto o G20 e a maioria aplaudiam.
Esse grupo do G20 plantou na Educação de Pedro Velho e no bolso do professor, a "semente do mal", e hoje, os outros 160 professores, me incluindo, estão comendo o "fruto do mal"; o mesmo grupo prejudicou também os novos professores do Ensino Infantil, que agora pertencem ao FUNDEB e, têm direito garantido por Lei.
Desse modo, também levei a culpa de ter permitido a entrada dos professores do Ensino Infantil no FUNDEB. Alguns integrantes do G20, hoje, com pose de donos da verdade queriam resolver o problema do aumento excluindo os professores do Ensino Infantil alegando enxugar a Folha. Como eu não aceitei e defendi os profissionais, fui ameaçado de levar uma "rasteira". Será que não bastou o que recebi durante 8 anos? Enquanto eu continuar no Conselho do FUNDEB, irei defender os professores do Ensino Infantil que antes não eram lembrados para eventos pedagógicos, cursos, Semana Pedagógica nem rateios e vou defender quem realmente se identifica com a categoria sem Partido Político, e trabalham para o aluno. E é bom que os professores em geral conheçam a história da categoria em Pedro Velho, para saber quem é quem, e quem são os verdadeiros vilões da história.
É duro dizer isso, mas o Sindicato está sendo enganado. Primeiro, porque o Sinte em Pedro Velho foi fundado por mim e mais 9 professores debaixo das ameaças do Secretário Adjunto da época: "quem for a Assembléia do Sindicato será demitido". Mesmo assim, apareceram 45 corajosos, e fundamos o Núcleo Sindical em 17 de novembro de 2001. Analisem e percebam que há uma incoerência em quem representa a categoria no município hoje. Incoerência maior é ver numa assembléia do Sinte em Pedro Velho, alguns professores que nunca se identificaram enquanto tal categoria e o G20 que não sabia nem onde sentar. Nunca compareceram. Não sabiam como era. Segundo, refere-se à atuação do Núcleo Sindical de Pedro Velho criado em 2001. Em meu nome e sem registro oficial, apenas uma Ata de Fundação e sem respaldo da maioria, enviei ofícios ao prefeito entre 2001 e 2004 pedindo aumento e outros direitos para a categoria. Eu queria a Folha de Pagamento detalhada, extratos do Banco do Brasil e tudo o que a categoria tinha direito de ver. Afinal, o dinheiro do FUNDEF pertencia aos professores. Sempre obtive resposta da seguinte forma: "não há condições para aumento e esses documentos só podem ser enviados a pessoas jurídicas". Isso, sem mostrar argumentos ou números, e com o aval do G20. E por fim, parte do G20 era integrante dos Conselhos (FUNDEF e Educação) que vou evitar comentá-los. Todos já sabemos como era a atuação.
Na gestão anterior e sob elogios do G20, além de esconder os números e as Folhas; houve algo maior para enterrar as esperanças dos professores. Em outubro de 2004, foi enviado à Câmara de Vereadores o Estatuto do Magistério Municipal, Lei específica que regulamentava os direitos e deveres da categoria e dá outras providências, em outras palavras, entendemos, nosso contracheque, bolso, salário. Em nada acrescentou ao professor, hoje estamos sentindo no bolso o prejuízo. Foi feito às pressas, após derrota da chapa do prefeito nas eleições em outubro de 2004, e as portas fechadas, às escondidas, não se sabe onde. Ninguém foi consultado. Acho que o G20 sabe onde foi, mas hoje ninguém quer levantar o braço e dizer que opinou ou participou. Ninguém quer assumir a culpa.
Atualmente, estamos analisando o novo Plano com o procedimento mais adequado e democrático possível. Todos os professores foram consultados; o Sindicato foi ouvido. Leu, sugeriu e pode opinar com Assessoria Jurídica; foi criada uma Comissão de Análise, de forma democrática, em cada escola escolhendo um representante. O Plano está sendo analisado artigo por artigo. E ainda tem gente dizendo que está sendo feito as escondidas. Pode? O Endereço é Rua Professora Elizabete de Castro, Centro, Pedro Velho, RN. (Secretaria Municipal de Educação 2008).
Além desses entraves na atuação do Núcleo de 2001, teve muito mais e não dá para citar tudo, apenas, quero resumir dizendo que houve: boicotes as Assembléias do Sinte; dificuldade inicial de repasse de 1% ao Sinte descontado em contracheque; repasse do salário mínimo apenas ao nível médio DISCRIMINANDO o Professor Formado; perseguição aos membros do Núcleo com corte de transporte, de obrigação do Poder Público. Aliás, toda obrigação do Poder Público, na época, era visto pelo G20 como grande favor aos profissionais da educação. Vícios do coronelismo.
Porquanto, quero deixar claro que eu estou fazendo a minha parte pela educação, pelas condições de trabalho e pelo bolso do professor. Não tenho mágoas de nenhum professor. Sou professor. Estou na Coordenação Pedagógica a convite da Secretária e do Senhor Prefeito para realizar um trabalho. Alguém confiou para minha competência, procuro fazer as coisas acontecerem na educação, prezando pelo bom funcionamento e qualidade. Porém, não fomos educados para isso. Não fomos educados nem para receber críticas. Mas digo, sairei dessa função de cabeça erguida, sem medo da palavra "psicologismo" e voltarei "rindo" para fazer meu trabalho em sala de aula, por que o meu patrão não é o prefeito nem a secretária, é o aluno. Agora todos sabem a quem foi atribuída à carapuça dos psicologismos. É bom que os professores do município conheçam quem tem passado limpo na educação e saibam quais os verdadeiros vilões da história. É fácil dizer: "eu não fiz nada", "não contribui para essa situação", mas as evidências do passado supera a falsidade das palavras no presente. Eu tenho boa memória. Estou com uma Equipe de Trabalho Pedagógico que faz educação com outra visão, sem feijoada doce para a maioria dos professores em eventos, enquanto um banquete era montado numa sala vizinha da escola nas "ventas" de todos nós. Todo mundo achava ridículo, comentava aos cochichos, mas ninguém "rasgava o verbo". Imaginemos se fosse hoje!
Gostaria de dizer que o atual prefeito foi o único nos últimos 15 anos que deu aumento real aos professores, e vejo que ele está fazendo um sacrifício para superar a situação da "árvore do mal" visando aumento em 2008. Acredito que consiga, pois, todos os professores merecem. Inclusive aqueles que nunca foram as Assembléias do Sinte. Quanto à Secretária de Educação, de quem alguns professores esperavam retaliação em relação às reivindicações, ela defende a idéia de que "é um direito da categoria, mas o aluno também tem direito".
Portanto, quero dizer a todos os professores. Os Conselhos do FUNDEB e da Educação estão atuando tendo em vista melhorar as condições de pagamento da Folha e disponibilizamos toda e qualquer documentação, antes escondida, na Secretaria Municipal de Educação contendo Folha detalhada de pagamento, extratos do Banco do Brasil, Cartilha Informativa etc. Está à disposição de qualquer professor. E o Sinte que agora está inserido no processo e tem vez, também tem todas as informações necessárias para ajudar a fiscalizar e opinar por uma educação melhor para todos. Se o destino comprovar a música do Cazuza "O tempo não pára", todos nós veremos como serão as Assembléias do Sinte em 2009 e a situação do salário do professor, bem como o acesso às informações. Diz a letra: "Eu vejo o futuro repetir o passado, eu vejo um museu de grandes novidades..."
É terrível quando o cunho político partidário mexe com a cabeça das pessoas para gerar interpretações cegas que comprometem o verdadeiro sentido do texto. Vamos ser proficientes na leitura e entender que a intenção comunicativa desse texto é entender o passado, observar o presente e planejar o futuro. Estou me colocando na defesa da classe educadora, querendo aumento real, mas mostrando o que é possível colher algo de bom em meio a tanta defasagem de 8 anos. Espero que o novo Plano traga aos professores melhor conforto e justiça. E agora vamos pensar: quem são os vilões da história? Será que são os mesmos que colocam faixas pedindo reajuste e conclamam os vereadores para não ter reajuste? Que contradição! Mais uma vez, prejudicando a maioria que merece e quer aumento. É lamentável
A situação do aumento salarial da categoria era previsível. Eu avisei. Mas quem me ouviu? O primeiro tiro veio de uma professora afirmando que eu estou contra a categoria e não sou mais do sindicato. Ora! Eu sempre fui categoria, fui o primeiro a me filiar ao Sinte como fundador do Núcleo Sindical de Pedro Velho e serei o último a sair. Pertenço ao sindicato e sou coerente com sua luta. O mesmo sindicato que a colega professora nunca respaldou. Não sabe o que é uma Assembléia, pois nunca participou. Agora, é assídua. Sempre disse: fui convidado para fazer um trabalho na Secretaria de Educação de cunho pedagógico e vi nele uma oportunidade de conseguir para a categoria o que sempre nos foi negado. Lutei durante os oito anos da gestão anterior, sendo ridicularizado por parte da própria categoria, quando eu pedia para incorporar a regência de classe ao salário base e nunca fui ouvido, aliás, o Núcleo Sindical de Pedro Velho nunca foi ouvido. Agora, na Secretaria de Educação, consegui o apoio da Secretária, da Equipe Pedagógica e do Prefeito Jalmir para incorporar a regência e aumentar a base salarial em 15%. Fizemos isso em 2006. E aí, colega professora? Quando foi melhor para o seu bolso? Quando eu estava no front do rejeitado SINTE daqueles anos ou agora? Você só vai entender isso se fizer, pelo menos, um ano de Sociologia.
Quanto ao aumento, é lamentável que um grupo de 20 professores (G20) tenham criado tal situação. Um grupo que prejudicou 160 professores, inclusive eles próprios, tudo para não "magoar" o gestor anterior. Hoje, não querem assumir a irresponsabilidade de ter contribuído para um congelamento do salário do professor de nível superior durante oito anos, e atualmente, posam de donos e donas da razão com um discurso de que não se deve olhar para o passado. Por quê? Só devemos olhar para o passado para ver quem era da luta na frente sindical? É fato. Antes, a categoria se dividia em "os idiotas" que faziam parte do sindicato, na concepção do G20, e o restante dos 105 professores na época. Os ditos "idiotas" e outros adjetivos pejorativos arraigados na minha mente, contavam 10 profissionais. Os 10 que queriam aumento da base salarial, incorporação da regência, meia semana (que foi extinta), um Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos democrático, e fomos derrotados pelo G20 que se apresentava como advogados do prefeito entre 1999 e 2004.
Foi assim quando defendemos a regência integral e, sem força e sem respaldo da maioria, perdemos. Foi colocado 30% e retirado 12,5% da meia semana já conquistada. Queríamos manter a meia semana, pois não concordamos em reduzir direitos e salários da categoria. Ficou 17,5 % sob aceitação da maioria. Queríamos o aumento da base, por orientação do Sinte, o G20 e a maioria defendiam o rateio e alegava que não podia ter aumento. Como não podia ter aumento se tinha dinheiro sobrando para ratear? E a base continuava congelada. Para se ter uma idéia, de março 2003 a março 2008, a base salarial do professor de nível médio aumentou 169,00 e do superior 139,00 em 5 anos. Se tirarmos a incorporação da regência e o aumento de 15% em 2006, no governo atual, a situação era bem pior.
O agravante dessas perdas repousa em 1998/1999 até 2005, que para fazer concurso o prefeito da gestão anterior reduziu o salário do professor que ainda não era efetivo. Uma perda de 70,00. Soma-se a isto, 8 anos sem reajuste; perda de 12,5% da meia semana; rateio ao invés de aumento da base. A sorte do professor foi os títulos que conseguiu com bastante esforço e a Licenciatura, exigências do Governo Federal. Em tempos de FUNDEF que foi criado para melhorar o salário do professor e a educação, infelizmente, Pedro Velho não foi colocado em anexo. Só restou tomar os microfones da boca de quem reclamava, enquanto o G20 e a maioria aplaudiam.
Esse grupo do G20 plantou na Educação de Pedro Velho e no bolso do professor, a "semente do mal", e hoje, os outros 160 professores, me incluindo, estão comendo o "fruto do mal"; o mesmo grupo prejudicou também os novos professores do Ensino Infantil, que agora pertencem ao FUNDEB e, têm direito garantido por Lei.
Desse modo, também levei a culpa de ter permitido a entrada dos professores do Ensino Infantil no FUNDEB. Alguns integrantes do G20, hoje, com pose de donos da verdade queriam resolver o problema do aumento excluindo os professores do Ensino Infantil alegando enxugar a Folha. Como eu não aceitei e defendi os profissionais, fui ameaçado de levar uma "rasteira". Será que não bastou o que recebi durante 8 anos? Enquanto eu continuar no Conselho do FUNDEB, irei defender os professores do Ensino Infantil que antes não eram lembrados para eventos pedagógicos, cursos, Semana Pedagógica nem rateios e vou defender quem realmente se identifica com a categoria sem Partido Político, e trabalham para o aluno. E é bom que os professores em geral conheçam a história da categoria em Pedro Velho, para saber quem é quem, e quem são os verdadeiros vilões da história.
É duro dizer isso, mas o Sindicato está sendo enganado. Primeiro, porque o Sinte em Pedro Velho foi fundado por mim e mais 9 professores debaixo das ameaças do Secretário Adjunto da época: "quem for a Assembléia do Sindicato será demitido". Mesmo assim, apareceram 45 corajosos, e fundamos o Núcleo Sindical em 17 de novembro de 2001. Analisem e percebam que há uma incoerência em quem representa a categoria no município hoje. Incoerência maior é ver numa assembléia do Sinte em Pedro Velho, alguns professores que nunca se identificaram enquanto tal categoria e o G20 que não sabia nem onde sentar. Nunca compareceram. Não sabiam como era. Segundo, refere-se à atuação do Núcleo Sindical de Pedro Velho criado em 2001. Em meu nome e sem registro oficial, apenas uma Ata de Fundação e sem respaldo da maioria, enviei ofícios ao prefeito entre 2001 e 2004 pedindo aumento e outros direitos para a categoria. Eu queria a Folha de Pagamento detalhada, extratos do Banco do Brasil e tudo o que a categoria tinha direito de ver. Afinal, o dinheiro do FUNDEF pertencia aos professores. Sempre obtive resposta da seguinte forma: "não há condições para aumento e esses documentos só podem ser enviados a pessoas jurídicas". Isso, sem mostrar argumentos ou números, e com o aval do G20. E por fim, parte do G20 era integrante dos Conselhos (FUNDEF e Educação) que vou evitar comentá-los. Todos já sabemos como era a atuação.
Na gestão anterior e sob elogios do G20, além de esconder os números e as Folhas; houve algo maior para enterrar as esperanças dos professores. Em outubro de 2004, foi enviado à Câmara de Vereadores o Estatuto do Magistério Municipal, Lei específica que regulamentava os direitos e deveres da categoria e dá outras providências, em outras palavras, entendemos, nosso contracheque, bolso, salário. Em nada acrescentou ao professor, hoje estamos sentindo no bolso o prejuízo. Foi feito às pressas, após derrota da chapa do prefeito nas eleições em outubro de 2004, e as portas fechadas, às escondidas, não se sabe onde. Ninguém foi consultado. Acho que o G20 sabe onde foi, mas hoje ninguém quer levantar o braço e dizer que opinou ou participou. Ninguém quer assumir a culpa.
Atualmente, estamos analisando o novo Plano com o procedimento mais adequado e democrático possível. Todos os professores foram consultados; o Sindicato foi ouvido. Leu, sugeriu e pode opinar com Assessoria Jurídica; foi criada uma Comissão de Análise, de forma democrática, em cada escola escolhendo um representante. O Plano está sendo analisado artigo por artigo. E ainda tem gente dizendo que está sendo feito as escondidas. Pode? O Endereço é Rua Professora Elizabete de Castro, Centro, Pedro Velho, RN. (Secretaria Municipal de Educação 2008).
Além desses entraves na atuação do Núcleo de 2001, teve muito mais e não dá para citar tudo, apenas, quero resumir dizendo que houve: boicotes as Assembléias do Sinte; dificuldade inicial de repasse de 1% ao Sinte descontado em contracheque; repasse do salário mínimo apenas ao nível médio DISCRIMINANDO o Professor Formado; perseguição aos membros do Núcleo com corte de transporte, de obrigação do Poder Público. Aliás, toda obrigação do Poder Público, na época, era visto pelo G20 como grande favor aos profissionais da educação. Vícios do coronelismo.
Porquanto, quero deixar claro que eu estou fazendo a minha parte pela educação, pelas condições de trabalho e pelo bolso do professor. Não tenho mágoas de nenhum professor. Sou professor. Estou na Coordenação Pedagógica a convite da Secretária e do Senhor Prefeito para realizar um trabalho. Alguém confiou para minha competência, procuro fazer as coisas acontecerem na educação, prezando pelo bom funcionamento e qualidade. Porém, não fomos educados para isso. Não fomos educados nem para receber críticas. Mas digo, sairei dessa função de cabeça erguida, sem medo da palavra "psicologismo" e voltarei "rindo" para fazer meu trabalho em sala de aula, por que o meu patrão não é o prefeito nem a secretária, é o aluno. Agora todos sabem a quem foi atribuída à carapuça dos psicologismos. É bom que os professores do município conheçam quem tem passado limpo na educação e saibam quais os verdadeiros vilões da história. É fácil dizer: "eu não fiz nada", "não contribui para essa situação", mas as evidências do passado supera a falsidade das palavras no presente. Eu tenho boa memória. Estou com uma Equipe de Trabalho Pedagógico que faz educação com outra visão, sem feijoada doce para a maioria dos professores em eventos, enquanto um banquete era montado numa sala vizinha da escola nas "ventas" de todos nós. Todo mundo achava ridículo, comentava aos cochichos, mas ninguém "rasgava o verbo". Imaginemos se fosse hoje!
Gostaria de dizer que o atual prefeito foi o único nos últimos 15 anos que deu aumento real aos professores, e vejo que ele está fazendo um sacrifício para superar a situação da "árvore do mal" visando aumento em 2008. Acredito que consiga, pois, todos os professores merecem. Inclusive aqueles que nunca foram as Assembléias do Sinte. Quanto à Secretária de Educação, de quem alguns professores esperavam retaliação em relação às reivindicações, ela defende a idéia de que "é um direito da categoria, mas o aluno também tem direito".
Portanto, quero dizer a todos os professores. Os Conselhos do FUNDEB e da Educação estão atuando tendo em vista melhorar as condições de pagamento da Folha e disponibilizamos toda e qualquer documentação, antes escondida, na Secretaria Municipal de Educação contendo Folha detalhada de pagamento, extratos do Banco do Brasil, Cartilha Informativa etc. Está à disposição de qualquer professor. E o Sinte que agora está inserido no processo e tem vez, também tem todas as informações necessárias para ajudar a fiscalizar e opinar por uma educação melhor para todos. Se o destino comprovar a música do Cazuza "O tempo não pára", todos nós veremos como serão as Assembléias do Sinte em 2009 e a situação do salário do professor, bem como o acesso às informações. Diz a letra: "Eu vejo o futuro repetir o passado, eu vejo um museu de grandes novidades..."
É terrível quando o cunho político partidário mexe com a cabeça das pessoas para gerar interpretações cegas que comprometem o verdadeiro sentido do texto. Vamos ser proficientes na leitura e entender que a intenção comunicativa desse texto é entender o passado, observar o presente e planejar o futuro. Estou me colocando na defesa da classe educadora, querendo aumento real, mas mostrando o que é possível colher algo de bom em meio a tanta defasagem de 8 anos. Espero que o novo Plano traga aos professores melhor conforto e justiça. E agora vamos pensar: quem são os vilões da história? Será que são os mesmos que colocam faixas pedindo reajuste e conclamam os vereadores para não ter reajuste? Que contradição! Mais uma vez, prejudicando a maioria que merece e quer aumento. É lamentável
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