quinta-feira, 22 de maio de 2008

ADEUS MUDANÇA por: Tito Lívio

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Desde a pré-história o ser humano vem experimentando mudanças e criando condições para havê-las. À medida que descobrimos – fogo, roda, bronze, ferro entre outros – ao mesmo tempo fomos dando utilidades para as descobertas. Desde tempos remotos que a humanidade vem apresentando uma evolução, em vários aspectos de sua natureza e, com isso, propiciando prazeres, antes desconhecidos, em prazeres cotidianos – embora ainda existam os que continuam nas penumbras, não desfrutando de absolutamente nada ou quase nada. É a Revolução da Descoberta, que nos tirou de uma vida de incógnitas e até certo ponto limitada em relação ao que poderia e pode ser conhecido e nos deu a possibilidade de sonhar além, de ir além.
Conjuntamente com essa revolução, veio à necessidade de fixarmos residências em determinadas áreas, nos levando a abandonar uma vida de nomadismo. Foi o início do surgimento das civilizações que até ontem conhecíamos como civilização moderna e nos dias atuais pós-moderna.
A terra, um ponto infinitamente pequeno do universo, ligada, ao mesmo, por um elo invisível, apresenta um dinamismo indissociável do mesmo. Dança de forma conjunta, e apresenta suas revoluções como influencia em nossa evolução. E é justamente esse elo que se apresenta como uma teia, com seus emaranhados de fios, que nos dá uma ligação com tudo e todos "somos parte da natureza e se fazemos mal a natureza, fazemos mal a nós mesmos". Não há com fugir. E essa energia que propiciam as mudanças, faz parte do processo de evolução que esta intimamente ligada conosco.
Dentro desse complicado quadro de energia e transformações, alcançamos, em um breve período de nossa história, um salto qualitativo no com concerne os avanços tecnológicos: é inegável, nos dias de hoje, recusar a utilidade da energia elétrica, do carro, dos avanços tecnológicos, dos transportes aéreos, dos avanços das ciências em uma forma mais ampla. Ou seja, estamos sempre vivenciando um processo ativo, em busca de novos prazeres, conhecimentos e outras saídas. E essa é uma das nossas características: buscarmos além para não corrermos o risco de nos afogarmos em uma vida de limitações. De limitado só temos o breve período de nossa existência na vida terrena.
Nesse quadro faz jus afirmar que: sempre estamos experimentando, inovando, transpondo, sonhando, indo além e buscando irromper com essa inércia que quer nos prender, a ferro e fogo, a uma vida patética e doentia. Contudo, experimentar algo novo, mudanças, revoluções, é tarefa árdua e ao mesmo tempo complexa. Requer uma dose de sacrifício e de ruptura com essa uniformidade de pensamento que nos atrela a políticas excludentes e absurdamente atrasadas. Afinal quem não gosta de levar "um tapinha" nas costas e escutar do político canalha pode contar comigo, mesmo que não seja verdade? Quem não acorda diariamente com um sorriso de orelha a orelha, por estar sendo favorecido ou até por seus familiares estarem sendo favorecidos na política do momento? Quantos não se calam diante das barbaridades cometidas nas administrações, apenas por terem recebido convites para festas, participarem da mesa dos políticos ou mesmo silenciarem diante de esmolas travestidas de salários de assessoria? Quantos não são aqueles que apostam na política do quanto pior melhor, apenas para servirem de marionetes para efetivação dos interesses dos pseudo-politicos que estão na fila de espera? Somos donos dos nossos anseios?
Tudo isso nos faz assegurar que Pedro Velho vem sendo minado em uma velocidade assombrosa. As políticas aqui aplicadas têm as mesmas características as de 30 anos atrás. É o reverso do processo evolutivo, o contrário da mudança e a identidade com o atraso. Perdemos o fio da meada e estamos andando na contramão da história; na verdade estamos opostos à dinâmica da teia da vida que conecta tudo a todos, como se não fizéssemos parte desse universo. Seguimos contrários a tudo que significa mudança e agarramos de corpo e alma ao atraso absoluto
O tétrico cenário que se apresentam no quadro político municipal nos remete, sem sombra de dúvida, a uma via de mão única. Não experimentamos nada de novo nos últimos trinta anos, não só nos isentamos de experimentar como não nos demos a oportunidades de vivenciá-las. Estamos presos, mais uma vez, a opção nula e, essa nulidade se apresenta em um grau tão elevado que em muitos momentos nos força a desistir.
Levantemos os braços, todos! E em nome da incompetência, descaso, falta de compromisso, vilania, que se tornou parte indissociável de nossas administrações, louvemos a vida boa que daremos aos mal-feitores e que nos próximos quatro anos tornará nossos sonhos em pesadelos as esperanças em desespero a fé em descrença. AdeusMudança!!!!

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