quinta-feira, 22 de maio de 2008

EDITORIAL

Pedro Velho - RN, Abril de 2008 - Ano II ● Número 07 / o.arroto@bol.com.br

Voltamos! Embora algumas pessoas acreditassem que tínhamos desistido, voltamos com o mesmo propósito de outrora: trazer informações precisas e verídicas acerca das pústulas que governaram e tão mal governam nosso chão. Já foi dito em outro momento que: água mole em pedra dura...
2008 é um ano especial simplesmente por ser um ano eleitoral. Os sonhos, as esperanças, geralmente nesse período, ficam "mais" impregnados em nosso ser. Voltamos a acreditar em promessas; em alguns casos esquecemos até de recorrer ao velho santinho que tão "bem" enfeita o altar caseiro ou mesmo a pregação do pastor fervoroso, ávido por aumentar o seu rebanho de ovelhas. A nossa fé passa a ser depositada no político profissional que entre pseudo-compromissos e compras de votos só nos deixam lamentações.
Não tardará para que batam em nossas portas, como bem disse Gregório do Mato, acompanhados por marionetes de plantão, prontos a suplicarem por votos, latirem falsas promessas e saírem com um sorriso matreiro entre os dentes, ganindo: aguardem-me, otários. Este é o ano do Atro Dragão Funéreo da Maldade.
Como cidadãos e eleitores, somos os principais responsáveis pela política do PING PONG estabelecida em nosso município. Um ano é PING o outro é PONG. E nesse PING PONG, o resultado é este que vivenciamos: O DESCASO. Agora, canalhice é acreditar que todas as mazelas de Pedro Velho são frutos da atual administração e não de uma alternância de poder em que um néscio "abdica" em favor de um parvo. Entramos em um ciclo constante de incompetência, que nos últimos trinta anos levou Pedro Velho ao abismo da carência. E se hoje vivenciamos a política do absurdo é porque a semente plantada anteriormente foi o próprio absurdo. Cada um colhe o que planta, diz o ditado. E nós colhemos o que plantamos. Essa é a realidade, não há como fugir, há?
Outro aspecto que temos que refletir é: se o que hoje pousa de "bom moço", foi o mesmo que criou as condições favoráveis e necessárias para a desordem presente, não diferindo – é óbvio – da desordem passada, então, ele é realmente bom? Como pessoas que com suas poses de "cordeiros pacificadores" entregaram à administração pública a desordem? Um pai e uma mãe sensatos não constroem para seus filhos uma casa sem alicerce, pois sabem que na primeira chuvarada ela iria ao chão. Um administrador sensato não cria condições para que larápios venham governar a "sua" cidade, pois sabem que todo o seu esforço de administrar em favor do município iria por água abaixo. E não é isso, por acaso, que vivenciamos? O "obreiro", o "bondoso", o "magnânimo" com sua índole da perversidade criou essas condições e hoje se apresenta com cara de Amélia arrependida querendo voltar? E como diz aquele trechinho: Volta Amélia, Volta, Abandona esta cidade, Vai pro teu ninho de Maldade, Só assim teremos Volta! (N. do E.). Parece-nos que a ganância dessa estirpe de mal-paridos não tem fim. É como o abismo negro que suga tudo ao seu redor. A diferença estar no que é sugado: esperança.
Como podem ser classificadas pessoas, que apostam na desgraça coletiva para atingirem o sucesso pessoal? Dizem que o brasileiro tem memória curta (na verdade memória curta é o oposto da ganância longa), mesmo assim, pediremos para se fazer um retrospecto dos últimos trinta anos do nosso quadro administrativo. Chegaremos a fácil conclusão de que por mais diferentes que tenha sido como pessoas, como administradores eram os mesmos: consolidar a derrota do ser humano em favor do proveito pessoal. Há quem prove o contrário?
Um município em que o patrimônio público (Kombi, Trator) se tornou refém dos apátridas aproveitadores, para pagamento de dividas é, no mínimo, absurdo. Administrações que não assumem compromissos; outras que exalam fétido odor de descaso, travestido de mentirosos compromissos, é uma constante em nossa vida pública. Gozar com todo direito que nos pertence, mas, que vem sendo usurpado ao longo de uma árdua caminhada da vida, o prazer de podermos morar em um município decente, parece-nos que é uma tarefa para a linha do horizonte, distante, no futuro. Só que o horizonte um dia se aproxima, o futuro se torna presente, mudanças não acontecem e, continuaremos precisar de novos horizontes e novos futuros para os mesmos problemas?
Mais um ano eleitoral, e as cartas foram lançadas e, mais uma vez o descarte está em nossas mãos, como costuma acontecer a cada quatro anos: A NOSSA CHANCE SE RENOVA. Com isso temos a possibilidade de descartar quem historicamente nos descarta e, sem esquecer o passado com sua biografia de canalhices, reescrevermos nossa história e assumirmos uma postura ao menos, uma vez na vida, sensata. Esperamos com isso, que ao laçarmos a flecha da justiça no ar, acertemos em cheio o alvo dos nefastos, pois lançá-la em outra direção, não terá mais volta e, ao invés de fazermos justiça, seremos injustiçados. Boa Leitura!
Os Editores

Direção: Marcos Teixeira & Tito Lívio
Colaborador desta Edição: Maria Cleidimar e
Cledenilson Moreira - Cientista Social

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