sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Editorial

24 HORAS: DUAS CASSAÇÕES.
Pacientemente esmiuçamos a longa argumentação do judiciário pedrovelhense que culminou com a inútil (pelo menos por enquanto) cassação do “chefe” do executivo municipal.
Tiramos pois, algumas rasas conclusões, dentre elas a de que a argumentação, apesar de bem fundada em provas consistentes, parecia um pouco leve, receosa de termos contundentes, o que pode ter havido pela cautela necessária do judiciário.
No mais, viu-se após a investigação meritória do nosso ministério público uma ponta do iceberg, da farra que vem se fazendo com o dinheiro público em Pedro Velho e por que não dizer, em nossas pequenas cidades interioranas. Para encher o tanque do carro com dinheiro nosso, bastava ser amigo do prefeito ou declarar-lhe voto. “pronto, vá ao posto e sirva-se”. “Sim, não esqueça de comparecer à noite na carreata”. E assim fora feito durante toda a campanha.
Apareceram sessenta e tantos miseráveis, que venderam o futuro de seus próprios filhos, por míseros litros de gasolina, sem ao menos ter consciência de que, assim como o prefeito, esses também estavam cometendo crime, de acordo com a legislação eleitoral. A conclusão da meritíssima, não podia ser mais lógica: cassar o administrador por crime eleitoral e administrativo, já que estava o algoz, no poder.
Em outro caso, foi o carro de D. fulana de tal, que estava na garagem por “falta” de peças. Mas numa conversa mediada por um candidato a vereador, ficou acertado que em troca dos votos da família, o carro voltaria Às ruas em poucas horas. Fechado o negócio, a ambulância do município serviu de laranja e o carro foi consertado a contento. Mas qual o problema? Além de constituir crime eleitoral a compra de votos, os mesmos ainda foram comprados com dinheiro público. Dobra-se o crime. Investigado e provado com méritos, concluiu-se novamente que era fato de cassação. Cassou-se.
Resuma-se: em Pedro velho houve um record: o mesmo prefeito foi cassado duas vezes em um único dia. E o que restou? Restou ainda mais vinte e tantos processos similares, tramitando na justiça eleitoral contra o mesmo e sua quadrilha organizada.
Diz a sabedoria popular que “alegria de muitos, dura pouco” e, bem não se festejou a queda do império da desgraça, já tinha um infeliz que se quer conhece o município de Pedro Velho, concedendo ao algoz condenado o direito de permanecer no poder, quem sabe até pagar o que deve aos agiotas de campanha e restituir aquilo que de seu cofre foi gasto na compra do posto que ocupa.
Agora estão como um faminto que encontra um prato de sopa: come, Come rápido antes que chegue alguém. E sabendo que a queda é certa, vão-se aproveitar os dias restantes para massacrar o povo com a inoperância característica, com resquícios de ódio político e com o descaramento de sempre, adquirido na sua escola de formação política que teve de Nero a Cleópatra, sempre sem um pingo de sensibilidade.
Após a queda do império, que deus, ou por que não o diabo, os conduza para bem longe dos nossos cofres para séculos sem fim, amém... e que aqueles que receberem a missão de reorganizar nossa Vila Nova, sentem-se no banco da humildade para ouvir o povo, caso contrário, terão como fim o mesmo caminho. Pois, felizmente, a justiça, mesmo Cega, já consegue enxergar farpas de corrupção e vez por outra quando o corrupto soma a seus atributos a burrice, acaba caindo no abismo da cassação.
O ARROTO estará sempre alerta, e digo, há muito estamos sedentos por aplaudir alguma coisa, o problema é que nada tem dado certo, nem mesmo a roubalheira.


OS EDITORES

UMA CRÔNICA A VILA NOVA

Formoso céu de Vila Nova, hoje meus olhos tiveram a felicidade de contemplar, mesmo que de longe, a poética tonalidade de teu crepúsculo, d’onde parece-me que via numa bruma aureolada, um entrançado de repentes de Antonio Teixeira e Chico Antonio, de Valdemar Teixeira e Manoel, de Basto violeiro e do velho Paulírio. era um embolar constante, um emaranhado de cordas de viola e guizos ensurdecedores de pandeiros e ganzás. misturavam-se os cocos e galopes ao cantarolar intuitivo do boi-de-reis de João Joaquim, que parecia em suas cores, trazer o colorido dos pinceis de Alcides Fernandes com a monótona poesia de Telma Galvão e a “atrevidez” dos sonetos de Marcos Teixeira, desafiando na sua ignorância, a deus e ao diabo.
Invejo os antigos tupiniquins, que com o teu barro maleável, lapidaram sua cerâmica e assim cozinharam seus manjares pitorescos a margem do temporário Curimataú e como Moisés, atravessaram muitas vezes a pé enxuto, teu leito fértil como o vale do Nilo sem que para isso tivessem ao menos que tocar-te com o cajado bento.
Líbano imortal que conservas como num afresco, o teu centenário histórico, alimento certo de oligarquias políticas, desde os maranhões aos charlatões do presente que se quer identidade possuem.
Vila Nova! Vila Nova! Será que a alvorada de uma nova era me encontrará por compor ainda, um soneto de repúdio a essa falta de identidade cultural e social que permeia teu universo, neste ainda infante século vinte e um? Ou serei mais um sonhador a ingressar ao ventre infecundo de tuas entranhas sem que o brilho de meus olhos opacos sejam testemunhas de um só ato de amor a tua fértil, porém estéril terra?
Tuas ruínas não estão só na Cuitezeiras, onde o incansável guardião insiste em contar-te para os poucos visitantes que te vão tão somente por obrigação e, que apesar de ruínas, estão nas ruínas do abandono. As ruínas que me incomodam, são as do presente. A ruína de tua identidade cultural. A ruína moral de tuas famílias, feridas pela modernidade e pelo neo-sincronismo do caráter palpável que já abstratos, não mais nos fornecem a condição de te resgatar como valor absoluto. Afinal nada mais é absoluto.
A dor, assim como o prazer, tem um limite: extingue-se quando o coração se sacia e se caleja.
Não tenho motivos aparentes para te amar. Afinal nunca me fosse “pátria amada, idolatrada salve, salve”. Mas como um revolucionário, sinto a tua dor, testemunho tua lamúria e convido-te a dividir tua angústia comigo, pois os filhos do diabo, estão por corroer tuas entranhas, enquanto que teus filhos, assistem apáticos o filme da desgraça que se capitula ano após anos, compondo as décadas e já o século de descaso e alimento do ócio inescrupuloso dos famigerados pagãos, que por ti desfilam.
A ignorância é o flagelo da humanidade. É a doença do século. A mãe do descaso, da corrupção, da leviandade , do mal. A ignorância é a videira da miséria. Miséria moral, política e social, que atormenta os filhos do bem. E tu, Vila Nova, estás sendo vitima dessa mazela. D’onde homens que deviam produzir o saber, estão a alimentar o ódio, a maldade, a intriga, a leviandade, a corrupção política, moral e social e por eles estás transformada numa Sodoma.
Clamo-te! Resistes enquanto preparamos o holocausto dos indecentes e o sopro de vida dos que ainda assim te amam.


Marcos Teixeira - O CRONISTA

Texto, Foto e Refexão

Pedro Velho em Ruínas:
VISITEM ANTES QUE SE ACABE

Uma foto vale mais que mil palavras, já diz o dito popular. Quanto valeria uma foto com mil palavras? A interpretação, muitas vezes, “difícil”, ou equivocada de O Arroto, levou muitas pessoas a criarem uma ojeriza por esse jornaleco. Algumas, de forma maldosa e inescrupulosa, puxaram para o lado pessoal; outras por desconhecer do que se trata realmente, falaram sem ciência e propriedade, típica dos incapazes, que, por ignorar o que lhe cerca, cria mitos, rótulos, falseia a realidade, espalham calúnias, encobrem mentiras, destroem vidas. Bem, a ignorância e a maldade permeiam nosso meio de uma forma nunca vista e sentida antes. Como as faces da mesma moeda, andam de mãos dadas, sempre em busca da mentira, do vilipêndio, do acossamento, da próxima vítima.
Por esta, e outras razões resolvemos colocar, não uma, mais quinze fotos (A matemática implantada aqui é simples: uma foto vale mais que mil palavras. Quinze fotos com mil palavras valem...?), que mostram o descaso com o ser humano, com o meio ambiente, com a educação, com a saúde, com o esporte, com a vida. Não se trata de conversas, montagens, calúnias, difamação, inverdades, maldades; trata-se da verdade, nua e crua, exposta para todos que queiram ver, ou sentir, para os desprovido de visão. Todos, que, mesmo com as mais diversas crenças, religiosas, político partidárias, são, também, vítimas desse descaso. Por mais que gostem, desse ou daquele candidato, deste ou daquele vereador, deste ou daquele prefeito, o fato, infelizmente, é este. Estamos atolados em um escarcéu de desorganização e desrespeito a coisa pública; estamos com lama até o pescoço afundando, nos roubos, nas drogas, na destruição de lares, na falsa e ingênua ilusão de que o amanhã será outro dia. Acordemos enquanto há tempo, porque, diz o ditado: a esperança é a última que morre. Mas, a dor de viver sem esperança é pior do que a própria morte.


Tito Lívio: apenas um metido e agora fotógrafo social









PREFEITO DETERMINA REDUÇÃO NOS SALÁRIOS E CONTENÇÃO DE GASTOS



O prefeito Salomão Gurgel de Janduís-RN vai reduzir o próprio salário em 25%. Também serão reduzidos os salários do vice-prefeito (20%), secretários (15%), assessores (12,5%) e coordenadores (10%). A decisão foi tomada após reunião do gestor com a Controladoria Geral do Município e a Secretaria Municipal de Finanças e Tributos que mostraram as dificuldades enfrentadas pelo Município com as constantes quedas nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios.
Além da redução no salários dos comissionados, que deve ser feito em forma de lei, o prefeito reativou algumas medidas tomadas em meses anteriores para diminuir os gastos na máquina administrativa. Dessa forma, o expediente na Prefeitura de Janduís deve funcionar das 7h às 13h, de segunda a sexta-feira.
Outras medidas como redução de gastos com material de expediente, diárias, combustível e nas contas de
água, energia elétrica e ligações telefônicas devem diminuir os gastos. Para Salomão Gurgel é importante azeitar a máquina administrativa, cortando gastos e mantendo os serviços essenciais funcionando, mencionando os setores de saúde e de educação.
Com essas medidas, o prefeito pretende economizar, em média, R$ 45 mil mensais. “Esse é um momento de dificuldades que estamos enfrentando. Mas, a administração municipal está atenta e tomando medidas necessárias para que a Prefeitura de Janduís continue trabalhando para melhorar a qualidade de vida da nossa população”, destacou.

CARTA AO PARLAMENTO

Caros Edis...
Noticiara-me certa insatisfação de alguns membros desta casa, com uma crônica mal elaborada que circundou o universo hostil da política de nossa Vila Nova de Cuitezeiras nos últimos dias, e com muita justiça , levava minha assinatura.
Soube até, que inflamado, um de nossos déspotas, blasfemou contra nós, abram aspas - metidos a sabidos, que devíamos dar nome aos bois- fecha aspas. Eu, particularmente, acho desnecessário. Pois me parece que com muito mais cara de bois estamos nós, que habitamos currais eleitoreiros e que há cada dois anos, somos postos a venda como rebanhos desgarrados, para alimentarmos a ociosidade de alguns poucos charlatões e engordarmos a conta bancaria de outra meia dúzia de picaretas que vivem profissionalmente da política de partidos e da barganha vergonhosa do voto.
Como homem culto e de profissão pública, tenho todo o respeito pelos poderes constituídos e como ser humano e social, devo respeito aos meus semelhantes. Porém por formação, aprendi a render respeito apenas aqueles que me respeitam e vejo nesta reciprocidade certa razão.
Devo dizer-lhes que há muitos anos venho observando o nosso poder legislativo e já tenho argumentos suficientes para dizer que nele não se legisla se não em causa própria ou de grupos mal intencionados, caso é, que há três décadas estamos empacados no mesmo atoleiro e amargando, ano após ano os mesmos problemas. E ainda tendo que amargar as sucessivas composições dessa casa, por descendentes de oligarquias políticas analfabetizadas que tem transformado nosso parlamento municipal em sesmaria de uma “grupela” de incapazes e incompetentes em um ou outro caso e com raríssimas exceções.
Devo aqui inquiri-los de algumas poucas interrogações.
Quem dentre vós conhece a lei orgânica do município? Quantos sabem o que significa uma lei orgânica para um município como o nosso? Quantos já se preocuparam em aprender qual o real papel de um legislador? Será que alguém já lhes disse que apolítica é uma ciência e que não se aprende ciência sem estudar? E ainda, será que é por que não sabem ciência política que essa casa nunca funcionou? Reflitam um pouco sobre isso!
Mas afinal temos coisas mais intrigantes para falarmos. Uma delas é procurar saber por qual razão este parlamento nunca faz oposição em maioria a nenhum chefe de executivo. Será que é por que assim pode ficar mais difícil dar esmolas aos miseráveis e garantir-se no poder?
Será que vale apena sufocar a oposição, deixar de investigar, denunciar e punir em detrimento do povo?
Estamos vivendo um momento político impar: um dos charlatões está prestes a ser punido por um crime que, pelo visto, todos também cometeram com igual semelhança. Será que é por que ninguém se elegeu sem comprar pelo menos um voto, ou trocá-los por cesta básica, cimento, cachaça, botijão de gás, uniformes de futebol, bolas, chuteiras, enxadas, chinelas, cachaças, promessas, dez reais, quinze reais etc... que até agora ninguém se levantou para uma CPI contra o absurdo que aqui está estabelecido?
Sabem vocês, quem tem o dever de denunciar, investigar e cassar estes corruptos, antes mesmo da justiça? São vocês, que foram eleitos com o voto do povo (me parece que comprado em sua maioria) para representarem nossos interesses e serem fiscais do nosso dinheiro e propositores de soluções para nossos problemas comuns. Mas a maioria desse parlamento está calada. Está por sinal, puxando a espada para defender esses algozes. Afinal, numa máxima popular, diz-se: “quem tem rabo de palha, não toca fogo no rabo alheio” e parece-me que aí há sabedoria.
Hoje, digo com toda franqueza que me é peculiar. Em si tratando de parlamento essa casa representa pelo que tem defendido a maioria de seus edis, a vergonha do nosso povo. E eu que pesquiso, converso e ouço meus concidadãos, não encontrei ainda ninguém que desse um só elogio a esse parlamento. E isso devia preocupar os senhores.
As limitações de nosso periódico, não me permitem estender-se mais. Porém digo-lhes nobres colegas, aceitem meus cumprimentos aos que ainda sem muito conhecimento de causa e atordoados com as decepções do poder se debatem na sua insipiência na busca por justiça e aproveitem o meu protesto em nome do povo pela inércia que povoa o ideário da maioria que insiste em defender o caos e os corruptos simplesmente por compromissos pessoais.
Alerto-vos para o fato de que o poder legislativo não pode e nem deve ser refém do poder executivo, assim sendo, nunca teremos uma administração balizada pela racionalidade, muito menos um prefeito que execute, os tantos requerimentos inúteis que vocês estão por aprovar em vão, sem que nenhum seja executado, como se legislar e requerer em nome do povo, fosse uma brincadeira que vocês fazem toda sexta-feira para justificar o salário, que mesmo pouco, é fruto do suor de nossos sovacos calejados pelas muletas do trabalho.


PROFESSOR MARCOS TEIXEIRA, matuto METIDO A SABIDO do Cuité de são Sebastião.

EPÍSTOLA DE TITO AO GRILO FALANTE

Há um bom tempo, quando ainda vivia imerso na ilusão de que o ter era mais importante do que o ser, eu carregava certa frustração. Ainda não tinha enveredado pelo caminho do bom senso – nem sempre sabemos usar – nem pelo caminho da veracidade dos fatos; vivia “preso” a concepções estreitas e dogmáticas, incapaz de manifestar uma opinião – a idade também não permitia – antagônica, aquilo que era me passado como uma “verdade”. A única “verdade”! Mas, como Humberto diz naquela canção: Um dia me disseram que as nuvens não eram de algodão... Abri, até certo ponto, confesso que não totalmente, os grilhões da ignorância, e adquiri, ao longo do tempo, pouquíssimo conhecimento, que me fez enxergar algo antes não visto.
Apesar de ser taxado de radical, revoltado (antes do que ser de bandido, traidor, canalha, calhorda, mau caráter entre outros adjetivos que caem, tão bem, como uma luva, em sua cadavérica e raquítica imagem, aliás, imagem não, caricatura), eu sempre me senti a vontade de dar opinião a respeito daquilo que julgo e acredito ser, não uma verdade absoluta, mas, um, entre vários caminhos, a serem colocados em prática na nossa pequena cidade de Pedro velho. Não lembro que você tenha levantado algum dia, nenhum tipo de bandeira contra o que aberratoriamente vivenciamos. Talvez, você esteja fadado, apenas, para levantar mastros. Mas, tudo bem, como diz o velho ditado: gosto é igual à ..., cada um tem o seu.
A problemática do lixo, por exemplo, com seu destino adequado; um planejamento apropriado da agricultura familiar, proporcionando maior produtividade com respeito ao meio ambiente e gerando empregos; uma nova visão da saúde, dando maior estímulo à saúde preventiva, cultivo de plantas medicinais, Uso de produtos fitoterápicos (acredito que você não tenha conhecimento disso); Na educação poderíamos sugerir uma reestruturação de todas as escolas do município, com uma infra-estrutura que viesse atender e ao mesmo tempo satisfazer o prazer do aluno de estar em sala de aula (pedagogicamente é inviável dar aula a mais de 30 alunos por sala) acho que você também não sabe disso; Salas limpas; banheiros limpos e desinfetados – Não é verdade que a escola de Pedro Velho José Targino, aumentou em número de salas de aulas e alunos, mas, os banheiros continuam os mesmo, com a mesma imundície de 10 ou mais anos atrás? Afinal quem utiliza aqueles banheiros são animais – nem os animais merecem desrespeito – ou seres humanos? Professores que assumam a disciplina no qual ele foi preparado para isso, e não fiquem sendo subutilizados com tapa rombos. Mas, você gosta do tapa rombo! Não acho que seja sensato um profissional de pedagogia ensinar química, física ou matemática, não é a sua formação! Desconheço sua opinião! Desconheço você puxando qualquer reunião para se discutir esses e outros problemas que vem minando e aumentando geometricamente em nossa pequena cidade. A parte técnica da educação fica a cargo de quem tem compromisso e competência, não a quem se esconde por trás das benesses do oportunismo; se utiliza de cartas falsas para incriminar inocentes, comportamento típico de doentes psicopatas, comportamento típico dos verdadeiros esquizofrênicos, indivíduos de índoles perversas. Tenho muitos defeitos, mas, boto a cara pra bater e não uso a prática do estelionato para prejudicar meu semelhante. E ai? Quem é o esquizofrênico? Quem tem má índole?
Carrego, sim, muitas frustrações que acometem sempre os espíritos ávidos por mudança, transformação; espíritos que carregam senso de justiça, de seriedade (que, diga-se de passagem, não é o caso de vocês) e que, pelo menos até o momento, não deixei “ludibriar-me” por pseudo-cargos comissionados que muito mais sangra o município do que ajuda; carrego frustrações por ter tido a infelicidade de ter me deparado com figuras execráveis, que estão a serviço da roubalheira, da mentira, do vilipêndio, do acossamento, e mais: carrego frustração por ainda não poder vivenciar um município que atenda, de fato, as necessidades tão evidentes, aos olhos dos que tem sede de justiça e comprometimento com as causas sociais; dos que sonham com três palavras, todas elas filhas da Justiça: Pão, Prazer e Paz. Diferentemente você, que não passa de um aliciador de jovens carentes, sem perspectivas, para atender as suas necessidades pervertidas. Na verdade você é o GRILO DA FORNICAÇÃO.
Todavia, tenho algumas realizações e, diga-se de passagem, grandes realizações. Realizações essas que estão acima de qualquer mediocridade ou interesses nefastos e que talvez, você, pela força de sua opção não terá o prazer de sentir. Tenho dois filhos maravilhosos, que hoje preenchem uma lacuna, antes, existente em minha vida. E, com toda carga de defeito que carrego, também, diferentemente de você que é o Apolo dos tempos modernos, a garça “elegante” acima do açude, a donzela anoréxica, ensino a eles a serem pessoas do bem; pessoas que possam servir a outros seres humanos, carentes de afeto, e não explorá-los, roubá-los, enganá-los ou ajudar descaradamente quem o faz. É uma tarefa árdua, reconheço! Principalmente quando eles correm o sério risco de encontrar pessoas como vocês pelo caminho, além de uma estirpe mal-parida, cuja a aterrorizante finalidade é sanar os cofres públicos e beber longos goles do sangue da miséria alheia; crackear e-mails para caluniar contra pessoas inocentes; mostre sua cara Grilo Mentecapto; a sua e a dos párias que por ventura estejam fazendo parte dessa quadrilha que nem tem honra, dignidade, hombridade, nem coragem de se mostrar; são covardes porque devem. E, parafraseando Frei Betto: a verdade, assim como a história, é um rio veloz que não poupa obstáculos. Cedo ou tarde ela prevalecerá!
Tenho convicção da minha falibilidade, dos “erros” que cometo, e, acho, que alguns acertos. Entretanto, jamais me perdoaria, por ventura aconteça, se os meus erros, minhas ações falíveis, fossem as responsáveis pela degradação do ser humano; se as minhas atitudes fossem direcionadas a meter a mão naquilo que não me pertence. Se não sou capaz de levar esperança para ninguém, dispenso do fundo de minha alma, o cargo de mensageiro da agonia.


Tito Lívio – Apenas um Metido da Cidade de Pedro Velho e agora Apóstolo.

CARTA AO PARLAMENTO

Anos de descaso, administrações priorizando o absurdo; voluntários sendo descartados por analfabetos por simples desejos políticos; transporte escolar insuficiente e sucateado; plano municipal de educação descumprido; professores mal-formados; gestores incapazes em muitos casos; secretária de educação sem autonomia e recursos; equipe de gestão descompromissada com a causa das escolas; ausência completa de gestores da secretária que se utilizam de laranjas para falsear o trabalho de acompanhamento necessário; plano de ações articuladas (PAR) esquecido e consequentemente descumprido; média inferiorizada nos índices do MEC (ministério da educação e cultura) e muito mais... Tudo isso ainda veio a se somar nos últimos meses a salários atrasados. O que diante de tanta irresponsabilidade juntas, não parece ser o pior. Mas para os que trabalham como para os que fingem trabalhar, salário é fundamental e essencial. Afinal, há colegas que se utilizam desses para comprar material para trabalhar e sem ele, fica muito pior.
Decretou-se em assembléia da minoria: greve!!!.
E lá se foram nossos meninos e meninas para casa, alguns até deixando os cadernos e os livros guardados na escola, esperar a vontade do maioral, do burro-mestre, que se quer sabemos se tem alguma vontade além da de permanecer no poder, juntamente com seus pupilos.
Nas assembléias o desrespeito de sempre. Falta de representatividade do governo. Falta de representatividade massiva dos professores. Sindicato com cara de patronal e o marasmo característico dos que submetidos a anos de penúria, já se acostumaram às mazelas. Já se calejaram e assim parecem anestesiados. Nas escolas o sinal de luto:”ESTAMOS EM GREVE:PROFESSORES E FUNCIONÁRIOS MERECEM RESPEITO”, era o que se lia na fachada da escola São Sebastião em Cuité.
Foram-se mais de um mês de paralisação naquilo que já estava devagar. Duzentos dias letivos não nos pertencem mais. Se sem greve já não cumpríamos o calendário que ironicamente prioriza os feriados e imprensados em detrimento dos dias necessários de aprendizado, imaginem “quão bão” acharam os burocratas a antecipação das férias.
Sem a participação esperada e necessária, o movimento parece que enfraqueceu e não houve outra alternativa se não voltar ao trabalho sem conquistas. Salários continuam atrasados, as promessas continuam descumpridas, o choro da secretaria de educação continua sem lágrimas e a miséria moral continua a vagar nos corredores favelizados de nossas escolas, que se são pobres de material, agora angariaram pela fraqueza da maioria, mais uma pobreza: a de espírito. Pois nem na hora de lutar pelo que de direito lhes pertence, nossos formadores de opinião conseguem reunir maioria necessária para enfrentar a ignorância e a ingerência desses patifes mascarados de gestores, que vivem de alimentar o ócio de suas falsas oligarquias e de outras a nível de estado, com o suor de nosso labor constante.
O arroto gostaria de parabenizar aos professores que, dando um bom exemplo, puxaram a espada para defender os comodistas e mesmo sem conquistas sólidas mostraram-se dispostos em dizer não aos que insistem em dizer sim ao absurdo.
GREGÓRIO DO MATTO

REFLEXÃO


Os deuses condenaram Sísifo a incessantemente rolar uma rocha até o topo de uma montanha, de onde a pedra cairia de volta devido ao seu próprio peso. Eles pensaram, com alguma razão, que não há punição mais terrível do que o trabalho inútil e sem esperança.
Quanto a este mito, vê-se simplesmente todo o esforço de um corpo esforçando-se para levantar a imensa pedra, rolá-la e empurrá-la ladeira acima centenas de vezes; vê-se o rosto comprimido, a face apertada contra a pedra, o ombro que escora a massa recoberta de terra, os pés apoiando, o impulso com os braços estendidos, a segurança totalmente humana de duas mãos cobertas de terra. Ao final deste longo esforço medido pelo espaço e tempo infinitos, o objetivo é atingido.
Então Sísifo observa a rocha rolar para baixo em poucos segundos, em direção ao reino dos mortos, de onde ele terá que empurrá-la novamente em direção ao cume. Ele desce para a planície. É durante este retorno, esta pausa, que Sísifo me interessa.
Um rosto que trabalhou tão próximo à pedra, já é a própria pedra!
Eu vejo aquele homem descendo com um passo muito medido, em direção ao tormento que ele sabe que nunca terá fim. Aquela hora, que é como um momento de respiração, que sempre voltará assim como seu sofrimento; é a hora da consciência.
Eu vejo aquele homem descendo com um passo muito medido, em direção ao tormento que ele sabe que nunca terá fim. Aquela hora, que é como um momento de respiração, que sempre voltará assim como seu sofrimento; é a hora da consciência.
Onde estaria realmente sua tortura se a cada passo a esperança de prosperar o sustentasse? O trabalhador de hoje trabalha todos os dias de sua vida nas mesmas tarefas, e seu destino não é menos absurdo. Mas é trágico apenas nos raros momentos em que ele toma consciência. Sísifo, proletário dos deuses, impotente e rebelde, sabe a total extensão de sua miserável condição: é nisso que ele pensa durante sua descida. A lucidez que deveria constituir sua tortura ao mesmo tempo coroa sua vitória.

Fonte: www.radames.manosso.nom.br

Comentário

Somos todos Sísifo, Quando apegado em nossa credulidade e “ingenuidade” conduzimos os políticos ao cume da montanha, ao topo mais alto, até que, “desprevenidos”, somos pegos de surpresa, quando as nossas esperanças rolam montanha abaixo, e todos os esforços, desejos, sonhos, são desmoronados para ceder lugar a angustia, ao sofrimento. E, cabisbaixos, descemos o cume em uma longa trajetória; tristes, desolados, sem esperanças, por todo trabalho em vão, por todo o trabalho inútil; quando quatro anos depois chegamos ao fundo do poço para mais uma vez, conduzirmos a mesma pedra para o alto, o mesmo político, com a mesma esperança, até que, ao chegar ao cume, tudo cai novamente, e repetimos tudo, como d’antes. Será o eterno sofrimento? Não merecemos algo diferente?

Espaço PoeZia

COM A CUIA NA MÃO.

Em uma cidade pequena abandonada
Desgovernada por um Rei despótico e carniceiro
Que jurava: “eu não roubo o dinheiro”
Mas, enganava mentia, não fazia nada.

Permaneceu por quatro anos longos,
Desditosos, infelizes e sem pudor
“Renovou” por mais quatro nosso horror
Acabou o saneamento, só restou os pernilongos.

Para nossa desgraça e arrependimennto
Transformou a saúde em algazarra
Limitou-se a pileque e muita farra
A Educação no eterno sofrimento.

Mas, achou ainda quem o aclame
Por migalhas caídas do furto feito:
Os babões que lhe chama: Meu Prefeito
E ninguém tem o direito do Reclame.

Encontrou ainda serventia
Num batráquio gorducho, arredondado
Um caçote com trejeito de “veado”
E um Mané com os olhos de uma gia.

Com ajuda do caçote engolidor,
Atacou com mentiras e impropérios
Não poupou nem os Santos do andor
Nem defuntos dos nossos cemitérios.

E lá se foi o caçote trejeitado
Com a chapa na boca reluzente
Se achando o mais formoso, o diferente
Mas não passa de um batráquio “aveadado”.

Falseou uma carta aberta e mentirosa
Utilizando a identidade da vítima no diário,
Seu CPF escancarado em verso e prosa
Como fez quando usou “pru” crediário.

Atacou todos com ódio e rancor
Com o bafo de carniça e cachaça
Escancarou a calúnia em pública praça
Ignominioso, Sem vergonha e sem pudor.

O caçote saltitante deu risada
Na desgraça alheia apetecida
Como a ação de um veneno formicida
Deixou para todos: um bojo de cagada.

E continuam ainda lá, na bonança
Maltratando quem eternamente sofre
Espalhando mentira como esperança.
Com os copos de pinga e o roubo do cofre.

Mas não se apoquente esperançoso cidadão
Que nesse disse me disse e nesse sei não sei
Resta-nos esperança sem a solução,
E as ordens do demente e do caçote gay.

Pois quem na vida se educa para o bem
Jamais cede a pressões da corrupção
Mesmo que pra isso pareça ser ninguém
E andarilhe em protesto, COM A CUIA NA MÃO.

TITO LÍVIO - Apenas um metido da cidade de Pedro
Velho e, agora, em tempos de crise, se encontra seriamente ameaçado no seu orçamento e por isso optou por estender a cuia na mão do que ter que levar o roubo do cofre público
Não esqueçam de depositar o seu quinhão!!!


À MINHA MÃE MORTA
Marcos Teixeira



A teu lado estou, vejo teus lábios opacos...
Que agora dormem como jamais dormiram
Cansados os teus membros já expiram
Como se ainda assim chorasse aos fracos...

Eu. Insignificante, mero alheio!
Fruto estéril das tuas entranhas,
Respiro os ventos vindos das montanhas.
E como se dormisse a morte veio...

Do ventre que descansa e volta a terra
Vejo no semblante que se encerra
Como o sol que se esconde todo dia...

Não vejo mais sorriso, lágrima ou choro,
Apenas uma luz da cor de ouro
Esculpe-te ao rosto, o rosto de Maria.