sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Editorial

24 HORAS: DUAS CASSAÇÕES.
Pacientemente esmiuçamos a longa argumentação do judiciário pedrovelhense que culminou com a inútil (pelo menos por enquanto) cassação do “chefe” do executivo municipal.
Tiramos pois, algumas rasas conclusões, dentre elas a de que a argumentação, apesar de bem fundada em provas consistentes, parecia um pouco leve, receosa de termos contundentes, o que pode ter havido pela cautela necessária do judiciário.
No mais, viu-se após a investigação meritória do nosso ministério público uma ponta do iceberg, da farra que vem se fazendo com o dinheiro público em Pedro Velho e por que não dizer, em nossas pequenas cidades interioranas. Para encher o tanque do carro com dinheiro nosso, bastava ser amigo do prefeito ou declarar-lhe voto. “pronto, vá ao posto e sirva-se”. “Sim, não esqueça de comparecer à noite na carreata”. E assim fora feito durante toda a campanha.
Apareceram sessenta e tantos miseráveis, que venderam o futuro de seus próprios filhos, por míseros litros de gasolina, sem ao menos ter consciência de que, assim como o prefeito, esses também estavam cometendo crime, de acordo com a legislação eleitoral. A conclusão da meritíssima, não podia ser mais lógica: cassar o administrador por crime eleitoral e administrativo, já que estava o algoz, no poder.
Em outro caso, foi o carro de D. fulana de tal, que estava na garagem por “falta” de peças. Mas numa conversa mediada por um candidato a vereador, ficou acertado que em troca dos votos da família, o carro voltaria Às ruas em poucas horas. Fechado o negócio, a ambulância do município serviu de laranja e o carro foi consertado a contento. Mas qual o problema? Além de constituir crime eleitoral a compra de votos, os mesmos ainda foram comprados com dinheiro público. Dobra-se o crime. Investigado e provado com méritos, concluiu-se novamente que era fato de cassação. Cassou-se.
Resuma-se: em Pedro velho houve um record: o mesmo prefeito foi cassado duas vezes em um único dia. E o que restou? Restou ainda mais vinte e tantos processos similares, tramitando na justiça eleitoral contra o mesmo e sua quadrilha organizada.
Diz a sabedoria popular que “alegria de muitos, dura pouco” e, bem não se festejou a queda do império da desgraça, já tinha um infeliz que se quer conhece o município de Pedro Velho, concedendo ao algoz condenado o direito de permanecer no poder, quem sabe até pagar o que deve aos agiotas de campanha e restituir aquilo que de seu cofre foi gasto na compra do posto que ocupa.
Agora estão como um faminto que encontra um prato de sopa: come, Come rápido antes que chegue alguém. E sabendo que a queda é certa, vão-se aproveitar os dias restantes para massacrar o povo com a inoperância característica, com resquícios de ódio político e com o descaramento de sempre, adquirido na sua escola de formação política que teve de Nero a Cleópatra, sempre sem um pingo de sensibilidade.
Após a queda do império, que deus, ou por que não o diabo, os conduza para bem longe dos nossos cofres para séculos sem fim, amém... e que aqueles que receberem a missão de reorganizar nossa Vila Nova, sentem-se no banco da humildade para ouvir o povo, caso contrário, terão como fim o mesmo caminho. Pois, felizmente, a justiça, mesmo Cega, já consegue enxergar farpas de corrupção e vez por outra quando o corrupto soma a seus atributos a burrice, acaba caindo no abismo da cassação.
O ARROTO estará sempre alerta, e digo, há muito estamos sedentos por aplaudir alguma coisa, o problema é que nada tem dado certo, nem mesmo a roubalheira.


OS EDITORES

Um comentário:

Anônimo disse...

Como que na minha querida Pedro Velho, existe pessoas preocupadas com o bem comum, isso me conforta pelo fato de que, por circustancias varias, não estou aí, mas posso aqui, expressar a minha indignação pela corvadia com que o povo é tratado. Estão fazendo aquilo que dignificam a passagem de voces pela vida. Parabens! Barros.