sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Editorial

24 HORAS: DUAS CASSAÇÕES.
Pacientemente esmiuçamos a longa argumentação do judiciário pedrovelhense que culminou com a inútil (pelo menos por enquanto) cassação do “chefe” do executivo municipal.
Tiramos pois, algumas rasas conclusões, dentre elas a de que a argumentação, apesar de bem fundada em provas consistentes, parecia um pouco leve, receosa de termos contundentes, o que pode ter havido pela cautela necessária do judiciário.
No mais, viu-se após a investigação meritória do nosso ministério público uma ponta do iceberg, da farra que vem se fazendo com o dinheiro público em Pedro Velho e por que não dizer, em nossas pequenas cidades interioranas. Para encher o tanque do carro com dinheiro nosso, bastava ser amigo do prefeito ou declarar-lhe voto. “pronto, vá ao posto e sirva-se”. “Sim, não esqueça de comparecer à noite na carreata”. E assim fora feito durante toda a campanha.
Apareceram sessenta e tantos miseráveis, que venderam o futuro de seus próprios filhos, por míseros litros de gasolina, sem ao menos ter consciência de que, assim como o prefeito, esses também estavam cometendo crime, de acordo com a legislação eleitoral. A conclusão da meritíssima, não podia ser mais lógica: cassar o administrador por crime eleitoral e administrativo, já que estava o algoz, no poder.
Em outro caso, foi o carro de D. fulana de tal, que estava na garagem por “falta” de peças. Mas numa conversa mediada por um candidato a vereador, ficou acertado que em troca dos votos da família, o carro voltaria Às ruas em poucas horas. Fechado o negócio, a ambulância do município serviu de laranja e o carro foi consertado a contento. Mas qual o problema? Além de constituir crime eleitoral a compra de votos, os mesmos ainda foram comprados com dinheiro público. Dobra-se o crime. Investigado e provado com méritos, concluiu-se novamente que era fato de cassação. Cassou-se.
Resuma-se: em Pedro velho houve um record: o mesmo prefeito foi cassado duas vezes em um único dia. E o que restou? Restou ainda mais vinte e tantos processos similares, tramitando na justiça eleitoral contra o mesmo e sua quadrilha organizada.
Diz a sabedoria popular que “alegria de muitos, dura pouco” e, bem não se festejou a queda do império da desgraça, já tinha um infeliz que se quer conhece o município de Pedro Velho, concedendo ao algoz condenado o direito de permanecer no poder, quem sabe até pagar o que deve aos agiotas de campanha e restituir aquilo que de seu cofre foi gasto na compra do posto que ocupa.
Agora estão como um faminto que encontra um prato de sopa: come, Come rápido antes que chegue alguém. E sabendo que a queda é certa, vão-se aproveitar os dias restantes para massacrar o povo com a inoperância característica, com resquícios de ódio político e com o descaramento de sempre, adquirido na sua escola de formação política que teve de Nero a Cleópatra, sempre sem um pingo de sensibilidade.
Após a queda do império, que deus, ou por que não o diabo, os conduza para bem longe dos nossos cofres para séculos sem fim, amém... e que aqueles que receberem a missão de reorganizar nossa Vila Nova, sentem-se no banco da humildade para ouvir o povo, caso contrário, terão como fim o mesmo caminho. Pois, felizmente, a justiça, mesmo Cega, já consegue enxergar farpas de corrupção e vez por outra quando o corrupto soma a seus atributos a burrice, acaba caindo no abismo da cassação.
O ARROTO estará sempre alerta, e digo, há muito estamos sedentos por aplaudir alguma coisa, o problema é que nada tem dado certo, nem mesmo a roubalheira.


OS EDITORES

UMA CRÔNICA A VILA NOVA

Formoso céu de Vila Nova, hoje meus olhos tiveram a felicidade de contemplar, mesmo que de longe, a poética tonalidade de teu crepúsculo, d’onde parece-me que via numa bruma aureolada, um entrançado de repentes de Antonio Teixeira e Chico Antonio, de Valdemar Teixeira e Manoel, de Basto violeiro e do velho Paulírio. era um embolar constante, um emaranhado de cordas de viola e guizos ensurdecedores de pandeiros e ganzás. misturavam-se os cocos e galopes ao cantarolar intuitivo do boi-de-reis de João Joaquim, que parecia em suas cores, trazer o colorido dos pinceis de Alcides Fernandes com a monótona poesia de Telma Galvão e a “atrevidez” dos sonetos de Marcos Teixeira, desafiando na sua ignorância, a deus e ao diabo.
Invejo os antigos tupiniquins, que com o teu barro maleável, lapidaram sua cerâmica e assim cozinharam seus manjares pitorescos a margem do temporário Curimataú e como Moisés, atravessaram muitas vezes a pé enxuto, teu leito fértil como o vale do Nilo sem que para isso tivessem ao menos que tocar-te com o cajado bento.
Líbano imortal que conservas como num afresco, o teu centenário histórico, alimento certo de oligarquias políticas, desde os maranhões aos charlatões do presente que se quer identidade possuem.
Vila Nova! Vila Nova! Será que a alvorada de uma nova era me encontrará por compor ainda, um soneto de repúdio a essa falta de identidade cultural e social que permeia teu universo, neste ainda infante século vinte e um? Ou serei mais um sonhador a ingressar ao ventre infecundo de tuas entranhas sem que o brilho de meus olhos opacos sejam testemunhas de um só ato de amor a tua fértil, porém estéril terra?
Tuas ruínas não estão só na Cuitezeiras, onde o incansável guardião insiste em contar-te para os poucos visitantes que te vão tão somente por obrigação e, que apesar de ruínas, estão nas ruínas do abandono. As ruínas que me incomodam, são as do presente. A ruína de tua identidade cultural. A ruína moral de tuas famílias, feridas pela modernidade e pelo neo-sincronismo do caráter palpável que já abstratos, não mais nos fornecem a condição de te resgatar como valor absoluto. Afinal nada mais é absoluto.
A dor, assim como o prazer, tem um limite: extingue-se quando o coração se sacia e se caleja.
Não tenho motivos aparentes para te amar. Afinal nunca me fosse “pátria amada, idolatrada salve, salve”. Mas como um revolucionário, sinto a tua dor, testemunho tua lamúria e convido-te a dividir tua angústia comigo, pois os filhos do diabo, estão por corroer tuas entranhas, enquanto que teus filhos, assistem apáticos o filme da desgraça que se capitula ano após anos, compondo as décadas e já o século de descaso e alimento do ócio inescrupuloso dos famigerados pagãos, que por ti desfilam.
A ignorância é o flagelo da humanidade. É a doença do século. A mãe do descaso, da corrupção, da leviandade , do mal. A ignorância é a videira da miséria. Miséria moral, política e social, que atormenta os filhos do bem. E tu, Vila Nova, estás sendo vitima dessa mazela. D’onde homens que deviam produzir o saber, estão a alimentar o ódio, a maldade, a intriga, a leviandade, a corrupção política, moral e social e por eles estás transformada numa Sodoma.
Clamo-te! Resistes enquanto preparamos o holocausto dos indecentes e o sopro de vida dos que ainda assim te amam.


Marcos Teixeira - O CRONISTA

Texto, Foto e Refexão

Pedro Velho em Ruínas:
VISITEM ANTES QUE SE ACABE

Uma foto vale mais que mil palavras, já diz o dito popular. Quanto valeria uma foto com mil palavras? A interpretação, muitas vezes, “difícil”, ou equivocada de O Arroto, levou muitas pessoas a criarem uma ojeriza por esse jornaleco. Algumas, de forma maldosa e inescrupulosa, puxaram para o lado pessoal; outras por desconhecer do que se trata realmente, falaram sem ciência e propriedade, típica dos incapazes, que, por ignorar o que lhe cerca, cria mitos, rótulos, falseia a realidade, espalham calúnias, encobrem mentiras, destroem vidas. Bem, a ignorância e a maldade permeiam nosso meio de uma forma nunca vista e sentida antes. Como as faces da mesma moeda, andam de mãos dadas, sempre em busca da mentira, do vilipêndio, do acossamento, da próxima vítima.
Por esta, e outras razões resolvemos colocar, não uma, mais quinze fotos (A matemática implantada aqui é simples: uma foto vale mais que mil palavras. Quinze fotos com mil palavras valem...?), que mostram o descaso com o ser humano, com o meio ambiente, com a educação, com a saúde, com o esporte, com a vida. Não se trata de conversas, montagens, calúnias, difamação, inverdades, maldades; trata-se da verdade, nua e crua, exposta para todos que queiram ver, ou sentir, para os desprovido de visão. Todos, que, mesmo com as mais diversas crenças, religiosas, político partidárias, são, também, vítimas desse descaso. Por mais que gostem, desse ou daquele candidato, deste ou daquele vereador, deste ou daquele prefeito, o fato, infelizmente, é este. Estamos atolados em um escarcéu de desorganização e desrespeito a coisa pública; estamos com lama até o pescoço afundando, nos roubos, nas drogas, na destruição de lares, na falsa e ingênua ilusão de que o amanhã será outro dia. Acordemos enquanto há tempo, porque, diz o ditado: a esperança é a última que morre. Mas, a dor de viver sem esperança é pior do que a própria morte.


Tito Lívio: apenas um metido e agora fotógrafo social









PREFEITO DETERMINA REDUÇÃO NOS SALÁRIOS E CONTENÇÃO DE GASTOS



O prefeito Salomão Gurgel de Janduís-RN vai reduzir o próprio salário em 25%. Também serão reduzidos os salários do vice-prefeito (20%), secretários (15%), assessores (12,5%) e coordenadores (10%). A decisão foi tomada após reunião do gestor com a Controladoria Geral do Município e a Secretaria Municipal de Finanças e Tributos que mostraram as dificuldades enfrentadas pelo Município com as constantes quedas nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios.
Além da redução no salários dos comissionados, que deve ser feito em forma de lei, o prefeito reativou algumas medidas tomadas em meses anteriores para diminuir os gastos na máquina administrativa. Dessa forma, o expediente na Prefeitura de Janduís deve funcionar das 7h às 13h, de segunda a sexta-feira.
Outras medidas como redução de gastos com material de expediente, diárias, combustível e nas contas de
água, energia elétrica e ligações telefônicas devem diminuir os gastos. Para Salomão Gurgel é importante azeitar a máquina administrativa, cortando gastos e mantendo os serviços essenciais funcionando, mencionando os setores de saúde e de educação.
Com essas medidas, o prefeito pretende economizar, em média, R$ 45 mil mensais. “Esse é um momento de dificuldades que estamos enfrentando. Mas, a administração municipal está atenta e tomando medidas necessárias para que a Prefeitura de Janduís continue trabalhando para melhorar a qualidade de vida da nossa população”, destacou.

CARTA AO PARLAMENTO

Caros Edis...
Noticiara-me certa insatisfação de alguns membros desta casa, com uma crônica mal elaborada que circundou o universo hostil da política de nossa Vila Nova de Cuitezeiras nos últimos dias, e com muita justiça , levava minha assinatura.
Soube até, que inflamado, um de nossos déspotas, blasfemou contra nós, abram aspas - metidos a sabidos, que devíamos dar nome aos bois- fecha aspas. Eu, particularmente, acho desnecessário. Pois me parece que com muito mais cara de bois estamos nós, que habitamos currais eleitoreiros e que há cada dois anos, somos postos a venda como rebanhos desgarrados, para alimentarmos a ociosidade de alguns poucos charlatões e engordarmos a conta bancaria de outra meia dúzia de picaretas que vivem profissionalmente da política de partidos e da barganha vergonhosa do voto.
Como homem culto e de profissão pública, tenho todo o respeito pelos poderes constituídos e como ser humano e social, devo respeito aos meus semelhantes. Porém por formação, aprendi a render respeito apenas aqueles que me respeitam e vejo nesta reciprocidade certa razão.
Devo dizer-lhes que há muitos anos venho observando o nosso poder legislativo e já tenho argumentos suficientes para dizer que nele não se legisla se não em causa própria ou de grupos mal intencionados, caso é, que há três décadas estamos empacados no mesmo atoleiro e amargando, ano após ano os mesmos problemas. E ainda tendo que amargar as sucessivas composições dessa casa, por descendentes de oligarquias políticas analfabetizadas que tem transformado nosso parlamento municipal em sesmaria de uma “grupela” de incapazes e incompetentes em um ou outro caso e com raríssimas exceções.
Devo aqui inquiri-los de algumas poucas interrogações.
Quem dentre vós conhece a lei orgânica do município? Quantos sabem o que significa uma lei orgânica para um município como o nosso? Quantos já se preocuparam em aprender qual o real papel de um legislador? Será que alguém já lhes disse que apolítica é uma ciência e que não se aprende ciência sem estudar? E ainda, será que é por que não sabem ciência política que essa casa nunca funcionou? Reflitam um pouco sobre isso!
Mas afinal temos coisas mais intrigantes para falarmos. Uma delas é procurar saber por qual razão este parlamento nunca faz oposição em maioria a nenhum chefe de executivo. Será que é por que assim pode ficar mais difícil dar esmolas aos miseráveis e garantir-se no poder?
Será que vale apena sufocar a oposição, deixar de investigar, denunciar e punir em detrimento do povo?
Estamos vivendo um momento político impar: um dos charlatões está prestes a ser punido por um crime que, pelo visto, todos também cometeram com igual semelhança. Será que é por que ninguém se elegeu sem comprar pelo menos um voto, ou trocá-los por cesta básica, cimento, cachaça, botijão de gás, uniformes de futebol, bolas, chuteiras, enxadas, chinelas, cachaças, promessas, dez reais, quinze reais etc... que até agora ninguém se levantou para uma CPI contra o absurdo que aqui está estabelecido?
Sabem vocês, quem tem o dever de denunciar, investigar e cassar estes corruptos, antes mesmo da justiça? São vocês, que foram eleitos com o voto do povo (me parece que comprado em sua maioria) para representarem nossos interesses e serem fiscais do nosso dinheiro e propositores de soluções para nossos problemas comuns. Mas a maioria desse parlamento está calada. Está por sinal, puxando a espada para defender esses algozes. Afinal, numa máxima popular, diz-se: “quem tem rabo de palha, não toca fogo no rabo alheio” e parece-me que aí há sabedoria.
Hoje, digo com toda franqueza que me é peculiar. Em si tratando de parlamento essa casa representa pelo que tem defendido a maioria de seus edis, a vergonha do nosso povo. E eu que pesquiso, converso e ouço meus concidadãos, não encontrei ainda ninguém que desse um só elogio a esse parlamento. E isso devia preocupar os senhores.
As limitações de nosso periódico, não me permitem estender-se mais. Porém digo-lhes nobres colegas, aceitem meus cumprimentos aos que ainda sem muito conhecimento de causa e atordoados com as decepções do poder se debatem na sua insipiência na busca por justiça e aproveitem o meu protesto em nome do povo pela inércia que povoa o ideário da maioria que insiste em defender o caos e os corruptos simplesmente por compromissos pessoais.
Alerto-vos para o fato de que o poder legislativo não pode e nem deve ser refém do poder executivo, assim sendo, nunca teremos uma administração balizada pela racionalidade, muito menos um prefeito que execute, os tantos requerimentos inúteis que vocês estão por aprovar em vão, sem que nenhum seja executado, como se legislar e requerer em nome do povo, fosse uma brincadeira que vocês fazem toda sexta-feira para justificar o salário, que mesmo pouco, é fruto do suor de nossos sovacos calejados pelas muletas do trabalho.


PROFESSOR MARCOS TEIXEIRA, matuto METIDO A SABIDO do Cuité de são Sebastião.

EPÍSTOLA DE TITO AO GRILO FALANTE

Há um bom tempo, quando ainda vivia imerso na ilusão de que o ter era mais importante do que o ser, eu carregava certa frustração. Ainda não tinha enveredado pelo caminho do bom senso – nem sempre sabemos usar – nem pelo caminho da veracidade dos fatos; vivia “preso” a concepções estreitas e dogmáticas, incapaz de manifestar uma opinião – a idade também não permitia – antagônica, aquilo que era me passado como uma “verdade”. A única “verdade”! Mas, como Humberto diz naquela canção: Um dia me disseram que as nuvens não eram de algodão... Abri, até certo ponto, confesso que não totalmente, os grilhões da ignorância, e adquiri, ao longo do tempo, pouquíssimo conhecimento, que me fez enxergar algo antes não visto.
Apesar de ser taxado de radical, revoltado (antes do que ser de bandido, traidor, canalha, calhorda, mau caráter entre outros adjetivos que caem, tão bem, como uma luva, em sua cadavérica e raquítica imagem, aliás, imagem não, caricatura), eu sempre me senti a vontade de dar opinião a respeito daquilo que julgo e acredito ser, não uma verdade absoluta, mas, um, entre vários caminhos, a serem colocados em prática na nossa pequena cidade de Pedro velho. Não lembro que você tenha levantado algum dia, nenhum tipo de bandeira contra o que aberratoriamente vivenciamos. Talvez, você esteja fadado, apenas, para levantar mastros. Mas, tudo bem, como diz o velho ditado: gosto é igual à ..., cada um tem o seu.
A problemática do lixo, por exemplo, com seu destino adequado; um planejamento apropriado da agricultura familiar, proporcionando maior produtividade com respeito ao meio ambiente e gerando empregos; uma nova visão da saúde, dando maior estímulo à saúde preventiva, cultivo de plantas medicinais, Uso de produtos fitoterápicos (acredito que você não tenha conhecimento disso); Na educação poderíamos sugerir uma reestruturação de todas as escolas do município, com uma infra-estrutura que viesse atender e ao mesmo tempo satisfazer o prazer do aluno de estar em sala de aula (pedagogicamente é inviável dar aula a mais de 30 alunos por sala) acho que você também não sabe disso; Salas limpas; banheiros limpos e desinfetados – Não é verdade que a escola de Pedro Velho José Targino, aumentou em número de salas de aulas e alunos, mas, os banheiros continuam os mesmo, com a mesma imundície de 10 ou mais anos atrás? Afinal quem utiliza aqueles banheiros são animais – nem os animais merecem desrespeito – ou seres humanos? Professores que assumam a disciplina no qual ele foi preparado para isso, e não fiquem sendo subutilizados com tapa rombos. Mas, você gosta do tapa rombo! Não acho que seja sensato um profissional de pedagogia ensinar química, física ou matemática, não é a sua formação! Desconheço sua opinião! Desconheço você puxando qualquer reunião para se discutir esses e outros problemas que vem minando e aumentando geometricamente em nossa pequena cidade. A parte técnica da educação fica a cargo de quem tem compromisso e competência, não a quem se esconde por trás das benesses do oportunismo; se utiliza de cartas falsas para incriminar inocentes, comportamento típico de doentes psicopatas, comportamento típico dos verdadeiros esquizofrênicos, indivíduos de índoles perversas. Tenho muitos defeitos, mas, boto a cara pra bater e não uso a prática do estelionato para prejudicar meu semelhante. E ai? Quem é o esquizofrênico? Quem tem má índole?
Carrego, sim, muitas frustrações que acometem sempre os espíritos ávidos por mudança, transformação; espíritos que carregam senso de justiça, de seriedade (que, diga-se de passagem, não é o caso de vocês) e que, pelo menos até o momento, não deixei “ludibriar-me” por pseudo-cargos comissionados que muito mais sangra o município do que ajuda; carrego frustrações por ter tido a infelicidade de ter me deparado com figuras execráveis, que estão a serviço da roubalheira, da mentira, do vilipêndio, do acossamento, e mais: carrego frustração por ainda não poder vivenciar um município que atenda, de fato, as necessidades tão evidentes, aos olhos dos que tem sede de justiça e comprometimento com as causas sociais; dos que sonham com três palavras, todas elas filhas da Justiça: Pão, Prazer e Paz. Diferentemente você, que não passa de um aliciador de jovens carentes, sem perspectivas, para atender as suas necessidades pervertidas. Na verdade você é o GRILO DA FORNICAÇÃO.
Todavia, tenho algumas realizações e, diga-se de passagem, grandes realizações. Realizações essas que estão acima de qualquer mediocridade ou interesses nefastos e que talvez, você, pela força de sua opção não terá o prazer de sentir. Tenho dois filhos maravilhosos, que hoje preenchem uma lacuna, antes, existente em minha vida. E, com toda carga de defeito que carrego, também, diferentemente de você que é o Apolo dos tempos modernos, a garça “elegante” acima do açude, a donzela anoréxica, ensino a eles a serem pessoas do bem; pessoas que possam servir a outros seres humanos, carentes de afeto, e não explorá-los, roubá-los, enganá-los ou ajudar descaradamente quem o faz. É uma tarefa árdua, reconheço! Principalmente quando eles correm o sério risco de encontrar pessoas como vocês pelo caminho, além de uma estirpe mal-parida, cuja a aterrorizante finalidade é sanar os cofres públicos e beber longos goles do sangue da miséria alheia; crackear e-mails para caluniar contra pessoas inocentes; mostre sua cara Grilo Mentecapto; a sua e a dos párias que por ventura estejam fazendo parte dessa quadrilha que nem tem honra, dignidade, hombridade, nem coragem de se mostrar; são covardes porque devem. E, parafraseando Frei Betto: a verdade, assim como a história, é um rio veloz que não poupa obstáculos. Cedo ou tarde ela prevalecerá!
Tenho convicção da minha falibilidade, dos “erros” que cometo, e, acho, que alguns acertos. Entretanto, jamais me perdoaria, por ventura aconteça, se os meus erros, minhas ações falíveis, fossem as responsáveis pela degradação do ser humano; se as minhas atitudes fossem direcionadas a meter a mão naquilo que não me pertence. Se não sou capaz de levar esperança para ninguém, dispenso do fundo de minha alma, o cargo de mensageiro da agonia.


Tito Lívio – Apenas um Metido da Cidade de Pedro Velho e agora Apóstolo.

CARTA AO PARLAMENTO

Anos de descaso, administrações priorizando o absurdo; voluntários sendo descartados por analfabetos por simples desejos políticos; transporte escolar insuficiente e sucateado; plano municipal de educação descumprido; professores mal-formados; gestores incapazes em muitos casos; secretária de educação sem autonomia e recursos; equipe de gestão descompromissada com a causa das escolas; ausência completa de gestores da secretária que se utilizam de laranjas para falsear o trabalho de acompanhamento necessário; plano de ações articuladas (PAR) esquecido e consequentemente descumprido; média inferiorizada nos índices do MEC (ministério da educação e cultura) e muito mais... Tudo isso ainda veio a se somar nos últimos meses a salários atrasados. O que diante de tanta irresponsabilidade juntas, não parece ser o pior. Mas para os que trabalham como para os que fingem trabalhar, salário é fundamental e essencial. Afinal, há colegas que se utilizam desses para comprar material para trabalhar e sem ele, fica muito pior.
Decretou-se em assembléia da minoria: greve!!!.
E lá se foram nossos meninos e meninas para casa, alguns até deixando os cadernos e os livros guardados na escola, esperar a vontade do maioral, do burro-mestre, que se quer sabemos se tem alguma vontade além da de permanecer no poder, juntamente com seus pupilos.
Nas assembléias o desrespeito de sempre. Falta de representatividade do governo. Falta de representatividade massiva dos professores. Sindicato com cara de patronal e o marasmo característico dos que submetidos a anos de penúria, já se acostumaram às mazelas. Já se calejaram e assim parecem anestesiados. Nas escolas o sinal de luto:”ESTAMOS EM GREVE:PROFESSORES E FUNCIONÁRIOS MERECEM RESPEITO”, era o que se lia na fachada da escola São Sebastião em Cuité.
Foram-se mais de um mês de paralisação naquilo que já estava devagar. Duzentos dias letivos não nos pertencem mais. Se sem greve já não cumpríamos o calendário que ironicamente prioriza os feriados e imprensados em detrimento dos dias necessários de aprendizado, imaginem “quão bão” acharam os burocratas a antecipação das férias.
Sem a participação esperada e necessária, o movimento parece que enfraqueceu e não houve outra alternativa se não voltar ao trabalho sem conquistas. Salários continuam atrasados, as promessas continuam descumpridas, o choro da secretaria de educação continua sem lágrimas e a miséria moral continua a vagar nos corredores favelizados de nossas escolas, que se são pobres de material, agora angariaram pela fraqueza da maioria, mais uma pobreza: a de espírito. Pois nem na hora de lutar pelo que de direito lhes pertence, nossos formadores de opinião conseguem reunir maioria necessária para enfrentar a ignorância e a ingerência desses patifes mascarados de gestores, que vivem de alimentar o ócio de suas falsas oligarquias e de outras a nível de estado, com o suor de nosso labor constante.
O arroto gostaria de parabenizar aos professores que, dando um bom exemplo, puxaram a espada para defender os comodistas e mesmo sem conquistas sólidas mostraram-se dispostos em dizer não aos que insistem em dizer sim ao absurdo.
GREGÓRIO DO MATTO

REFLEXÃO


Os deuses condenaram Sísifo a incessantemente rolar uma rocha até o topo de uma montanha, de onde a pedra cairia de volta devido ao seu próprio peso. Eles pensaram, com alguma razão, que não há punição mais terrível do que o trabalho inútil e sem esperança.
Quanto a este mito, vê-se simplesmente todo o esforço de um corpo esforçando-se para levantar a imensa pedra, rolá-la e empurrá-la ladeira acima centenas de vezes; vê-se o rosto comprimido, a face apertada contra a pedra, o ombro que escora a massa recoberta de terra, os pés apoiando, o impulso com os braços estendidos, a segurança totalmente humana de duas mãos cobertas de terra. Ao final deste longo esforço medido pelo espaço e tempo infinitos, o objetivo é atingido.
Então Sísifo observa a rocha rolar para baixo em poucos segundos, em direção ao reino dos mortos, de onde ele terá que empurrá-la novamente em direção ao cume. Ele desce para a planície. É durante este retorno, esta pausa, que Sísifo me interessa.
Um rosto que trabalhou tão próximo à pedra, já é a própria pedra!
Eu vejo aquele homem descendo com um passo muito medido, em direção ao tormento que ele sabe que nunca terá fim. Aquela hora, que é como um momento de respiração, que sempre voltará assim como seu sofrimento; é a hora da consciência.
Eu vejo aquele homem descendo com um passo muito medido, em direção ao tormento que ele sabe que nunca terá fim. Aquela hora, que é como um momento de respiração, que sempre voltará assim como seu sofrimento; é a hora da consciência.
Onde estaria realmente sua tortura se a cada passo a esperança de prosperar o sustentasse? O trabalhador de hoje trabalha todos os dias de sua vida nas mesmas tarefas, e seu destino não é menos absurdo. Mas é trágico apenas nos raros momentos em que ele toma consciência. Sísifo, proletário dos deuses, impotente e rebelde, sabe a total extensão de sua miserável condição: é nisso que ele pensa durante sua descida. A lucidez que deveria constituir sua tortura ao mesmo tempo coroa sua vitória.

Fonte: www.radames.manosso.nom.br

Comentário

Somos todos Sísifo, Quando apegado em nossa credulidade e “ingenuidade” conduzimos os políticos ao cume da montanha, ao topo mais alto, até que, “desprevenidos”, somos pegos de surpresa, quando as nossas esperanças rolam montanha abaixo, e todos os esforços, desejos, sonhos, são desmoronados para ceder lugar a angustia, ao sofrimento. E, cabisbaixos, descemos o cume em uma longa trajetória; tristes, desolados, sem esperanças, por todo trabalho em vão, por todo o trabalho inútil; quando quatro anos depois chegamos ao fundo do poço para mais uma vez, conduzirmos a mesma pedra para o alto, o mesmo político, com a mesma esperança, até que, ao chegar ao cume, tudo cai novamente, e repetimos tudo, como d’antes. Será o eterno sofrimento? Não merecemos algo diferente?

Espaço PoeZia

COM A CUIA NA MÃO.

Em uma cidade pequena abandonada
Desgovernada por um Rei despótico e carniceiro
Que jurava: “eu não roubo o dinheiro”
Mas, enganava mentia, não fazia nada.

Permaneceu por quatro anos longos,
Desditosos, infelizes e sem pudor
“Renovou” por mais quatro nosso horror
Acabou o saneamento, só restou os pernilongos.

Para nossa desgraça e arrependimennto
Transformou a saúde em algazarra
Limitou-se a pileque e muita farra
A Educação no eterno sofrimento.

Mas, achou ainda quem o aclame
Por migalhas caídas do furto feito:
Os babões que lhe chama: Meu Prefeito
E ninguém tem o direito do Reclame.

Encontrou ainda serventia
Num batráquio gorducho, arredondado
Um caçote com trejeito de “veado”
E um Mané com os olhos de uma gia.

Com ajuda do caçote engolidor,
Atacou com mentiras e impropérios
Não poupou nem os Santos do andor
Nem defuntos dos nossos cemitérios.

E lá se foi o caçote trejeitado
Com a chapa na boca reluzente
Se achando o mais formoso, o diferente
Mas não passa de um batráquio “aveadado”.

Falseou uma carta aberta e mentirosa
Utilizando a identidade da vítima no diário,
Seu CPF escancarado em verso e prosa
Como fez quando usou “pru” crediário.

Atacou todos com ódio e rancor
Com o bafo de carniça e cachaça
Escancarou a calúnia em pública praça
Ignominioso, Sem vergonha e sem pudor.

O caçote saltitante deu risada
Na desgraça alheia apetecida
Como a ação de um veneno formicida
Deixou para todos: um bojo de cagada.

E continuam ainda lá, na bonança
Maltratando quem eternamente sofre
Espalhando mentira como esperança.
Com os copos de pinga e o roubo do cofre.

Mas não se apoquente esperançoso cidadão
Que nesse disse me disse e nesse sei não sei
Resta-nos esperança sem a solução,
E as ordens do demente e do caçote gay.

Pois quem na vida se educa para o bem
Jamais cede a pressões da corrupção
Mesmo que pra isso pareça ser ninguém
E andarilhe em protesto, COM A CUIA NA MÃO.

TITO LÍVIO - Apenas um metido da cidade de Pedro
Velho e, agora, em tempos de crise, se encontra seriamente ameaçado no seu orçamento e por isso optou por estender a cuia na mão do que ter que levar o roubo do cofre público
Não esqueçam de depositar o seu quinhão!!!


À MINHA MÃE MORTA
Marcos Teixeira



A teu lado estou, vejo teus lábios opacos...
Que agora dormem como jamais dormiram
Cansados os teus membros já expiram
Como se ainda assim chorasse aos fracos...

Eu. Insignificante, mero alheio!
Fruto estéril das tuas entranhas,
Respiro os ventos vindos das montanhas.
E como se dormisse a morte veio...

Do ventre que descansa e volta a terra
Vejo no semblante que se encerra
Como o sol que se esconde todo dia...

Não vejo mais sorriso, lágrima ou choro,
Apenas uma luz da cor de ouro
Esculpe-te ao rosto, o rosto de Maria.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DO RIO GRANDE DO NORTE

» Ir para o site do TRE/RN
20/01/2009 17:54:27


Prefeito de Pedro velho tem contas reprovadas pelo TRE


Na sessão ordinária desta tarde (20) a Corte Eleitoral do TRE, presidida pelo Desembargador Expedito Ferreira de Souza, julgou improcedente o recurso eleitoral nº 9011/2008 de relatoria do Juiz Fernando Pimenta, em consonância com o parecer do Ministério Público Eleitoral.

O recurso pedia que o Pleno reformasse a decisão de 1º grau que desaprovou as contas do atual prefeito de Pedro Velho, Elizeu Jalmir de Macedo, por não ter aberto conta bancária.

De acordo com o art. 22 da Lei nº 9.504/97 a não abertura de conta bancária para fins de prestação de contas com gastos de campanha configura-se irregularidade insanável, impondo-se a desaprovação de contas do candidato.

Nos termos da Resolução 22715/2008 art.41 § III, a desaprovação das contas implicará no impedimento de obter a certidão de quitação eleitoral durante o curso do mandato ao cargo que concorreu, podendo ter seu registro cassado, caso seja devidamente comprovado abuso de poder econômico.

Ascom-TRE

terça-feira, 22 de julho de 2008

NÚMEROS autor: Lenaldo

Formo UM CONJUNTO UNITARIO
FINITO OU INFINITO
ESTANDO CONTIDO
SOU UM CONJUNTO MUITO BONITO,
ENUMERÁVEL POR SUA VASTIDÃO
PARA TODO QUAQUER que SEJA UMA FRAÇÃO
COM OS INTEIROS, POSSO DIVIDIR A APARÊNCIA DO PRÓPRIO OU IMPRÓPRIO
NATURAIS ME CHAMAM
POSSO SER RACIONAL
COMO QUALQUER SENSATO
COMPARÁVEL COMO IRRACIONAL
MAS ME TRANSFORMO EM DECIMAIS
COM A UNIÃO PERTINETE SOU REAL
POSSO MEDIR QUALQUER DIMENSÃO OU EXATIDÃO DAS GRANDEZAS MENSURÁVEL
OU Comparar COM A GRANDEZA DO UNIVERSO INCOMENSURÁVEL
FAÇO PARTE D AS OPERAÇÕES: ADIÇÃO, SUBTRAÇÃO, MULTIPLICAÇÃO E DIVISÃO
COM DUAS EQUAÇÕES, FORMO UM SISTEMA, COM MUITA RAZÃO.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Violência versus Defesa - por: Graziela Cravo e Canela

De tanto ouvir falar não agüentei calar.
Outro dia estava passeado com a Isa e um gato vira latas avançou na direção dela. Automaticamente dei um pontapé no gato que assustado recuou do ataque. Logo pensei "que gato idiota, o que ele pensa que é para atacar minha cachorrinha?".
Continuei o passeio me sentindo a própria leoa e estranhamente com sentimento de proteção "algo materno". Materno como!? Ela é um animal, não é uma criança!
Esse sentimento aflora em mãe, pai, e em seres humanos racionais e irracionais. Ao tempo em que adultos cometem atos violentos contra crianças, quando deveriam cuidar e proteger. Tempo esse em que um caso em muitos pode-se chamar de crime, se julgado for.
O assunto é os Nardoni que possivelmente cometeram atos violentos levando a menina Isabella Nardoni à morte, imagino que se a madrasta agrediu a menina, o pai racional, deveria proteger, defender e socorrer a filha.
Que sentimento é esse que leva alguém a praticar tamanha crueldade contra um ser indefeso a quem deveria amar a proteger? Deve ser um sentimento diferente de ser colocado frente a frente com alguém a altura de sua própria crueldade! Como explicar?
Que sejam julgados e que a Lei seja aplicada, com o aval da opinião pública. Sim opinião pública, essa mesma que ajudou a julgar Suzane Richthofe, e que não teve tanto êxito no caso de Daniela Perez.

LEI DA NATUREZA HUMANA
Amar ao próximo, e se esse próximo for seu filho amar em dobro e incondicionalmente.
LEI FEDERAL Nº 8.069, DE 13 DE JULHO DE 1990.
Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências.
Art. 4º É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

MEUS AGRADECIMENTOS

Bem, A TURMA DO BALÃO MÁGICO fez parte de minha infância de uma forma muito especial. Posso afirmar que as músicas, ainda hoje, povoam o meu imaginário e alimentam os meus sonhos. Claro que esse apego não se limita a nostalgia, embora em alguns momentos eu seja nostálgico, ou mesmo a um sentimentalismo piegas, alicerçado nas lembranças do passado. Somos seres humanos e carregamos toda uma carga de fatalidade que a vida oferece, mas, também, irrompemos, vez por outra, em um mundo de felicidades, sonhos e fantasias e, nesse mundo, tive o privilégio de adentrar com vocês.

Milhares de anônimos, como eu, teve a oportunidade ímpar de ter vivido na época do BALÃO MÁGICO. E, afirmo com toda convicção que a vida pode dar: Eu agradeço a todos vocês por terem feito parte dos meus sonhos; vocês foram os principais responsáveis pela minha permanência na infância; o apego as coisas de crianças; uma visão de um mundo despido das mazelas e fatalidades, que hoje, aos nossos olhos são tão evidentes.

Nada de ações para querer nos iludir, para comprar esse ou aquele brinquedo, ou até mesmo, nos deixar em um mundo de ignorância. Não! Éramos crianças e não tínhamos obrigação ou mesmo motivo para adentrar no mundo dos adultos, tão áspero, insensível e indiferente. Vivíamos a nossa realidade desnudada da malícia, maldade e vileza, abraçando com o coração, todas as canções da TURMA DO BALÃO MÁGICO e criando um escudo protetor para nossa infância.

Sim, um escudo protetor! Esse seria o termo empregado para definir de que forma a turma atuava na gente. Em um mundo, principalmente nos dias atuais, onde a miséria, fome, prostituição e violência infantil, drogas, entre outras, são os carros chefes da criminalidade, da desordem, tivemos o A TURMA DO BALÃO MÁGICO para nos proteger e guiar. Em um mundo onde a criança deixar de ser criança bem mais cedo, engravidando aos 10, 12 anos de idade e com isso castrando toda a sua fantasia, que só nessa fase é proporcionada, tivemos o A TURMA DO BALÃO MÁGICO para nos proteger e guiar.

Outro aspecto que queria enfatizar é principalmente com relação às músicas de hoje. A indústria do descartável vem proporcionando um lixo “musical” e, de forma alarmante, induzindo a juventude, as crianças a engolirem essa porcaria “musical”. Na minha infância eu escutava: Se Enamora, Juntos, Você e Eu, Amigos, Etc. Hoje o que se tem propiciado é um tipo de coisa (não podemos chamar de música) que nada mais é do que a degradação do ser humano.

Sei que vocês são muitos ocupados, não teria mais espaço para um fã, que ainda carrega uma vontade louca de poder reviver aquela época. Entretanto, mais uma vez, quero agradecer a todos vocês: Simony, Jairzinho, Tob, Mike, Fofão, Castrinho, Luciana, Ricardinho por terem feito parte da minha vida e serem, um referencial na minha infância. MUITO OBRIGADO!

quarta-feira, 28 de maio de 2008

18/04/08 - MPF/RN pede condenação criminal de ex-prefeito de Pedro Velho

O Ministério Público Federal (MPF/RN) pediu ontem, 17 de abril, a condenação do ex-prefeito de Pedro Velho (RN) Lenivaldo Brasil Fernandes e do empresário Sérgio Eduardo Rodrigues da Silva pela prática do crime de responsabilidade por desvio de verbas públicas (Art. 1º do decreto-lei nº 201/67).O pedido de condenação aconteceu na apresentação das alegações finais do Processo nº 200684000009470, que corre na 2ª Vara da Justiça Federal.Na peça, o MPF expõe que o Ministério da Integração Nacional repassou R$ 150 mil ao então prefeito, que firmou um contrato com o empresário Sérgio Eduardo Rodrigues da Silva para a construção de 45 casas populares.Uma fiscalização realizada pela Secretaria da Defesa Civil detectou uma série de irregularidades, que vão da ausência de projetos de engenharia, do memorial descritivo e da planilha orçamentária da obra,até a conclusão de que a construção total das casas de fato não ocorreu. Ficou constatado que apenas parte dos recursos foram aplicados, restando a quantia de R$ 65.738,46, que não foi devolvida aos cofres da União. Após a apresentação das defesas e oitivas das testemunhas, o MPF concluiu pela responsabilização criminal dos acusados, pedindo a Justiça a condenação pelo crime de desvio e apropriação de verbas públicas. Em caso de condenação, os acusados podem receber a pena de reclusão por dois a 12 anos. Assessoria de ComunicaçãoProcuradoria da República no RNFones: (84) 3232-3960/ 9138-8678

quinta-feira, 22 de maio de 2008

EDITORIAL

Pedro Velho - RN, Abril de 2008 - Ano II ● Número 07 / o.arroto@bol.com.br

Voltamos! Embora algumas pessoas acreditassem que tínhamos desistido, voltamos com o mesmo propósito de outrora: trazer informações precisas e verídicas acerca das pústulas que governaram e tão mal governam nosso chão. Já foi dito em outro momento que: água mole em pedra dura...
2008 é um ano especial simplesmente por ser um ano eleitoral. Os sonhos, as esperanças, geralmente nesse período, ficam "mais" impregnados em nosso ser. Voltamos a acreditar em promessas; em alguns casos esquecemos até de recorrer ao velho santinho que tão "bem" enfeita o altar caseiro ou mesmo a pregação do pastor fervoroso, ávido por aumentar o seu rebanho de ovelhas. A nossa fé passa a ser depositada no político profissional que entre pseudo-compromissos e compras de votos só nos deixam lamentações.
Não tardará para que batam em nossas portas, como bem disse Gregório do Mato, acompanhados por marionetes de plantão, prontos a suplicarem por votos, latirem falsas promessas e saírem com um sorriso matreiro entre os dentes, ganindo: aguardem-me, otários. Este é o ano do Atro Dragão Funéreo da Maldade.
Como cidadãos e eleitores, somos os principais responsáveis pela política do PING PONG estabelecida em nosso município. Um ano é PING o outro é PONG. E nesse PING PONG, o resultado é este que vivenciamos: O DESCASO. Agora, canalhice é acreditar que todas as mazelas de Pedro Velho são frutos da atual administração e não de uma alternância de poder em que um néscio "abdica" em favor de um parvo. Entramos em um ciclo constante de incompetência, que nos últimos trinta anos levou Pedro Velho ao abismo da carência. E se hoje vivenciamos a política do absurdo é porque a semente plantada anteriormente foi o próprio absurdo. Cada um colhe o que planta, diz o ditado. E nós colhemos o que plantamos. Essa é a realidade, não há como fugir, há?
Outro aspecto que temos que refletir é: se o que hoje pousa de "bom moço", foi o mesmo que criou as condições favoráveis e necessárias para a desordem presente, não diferindo – é óbvio – da desordem passada, então, ele é realmente bom? Como pessoas que com suas poses de "cordeiros pacificadores" entregaram à administração pública a desordem? Um pai e uma mãe sensatos não constroem para seus filhos uma casa sem alicerce, pois sabem que na primeira chuvarada ela iria ao chão. Um administrador sensato não cria condições para que larápios venham governar a "sua" cidade, pois sabem que todo o seu esforço de administrar em favor do município iria por água abaixo. E não é isso, por acaso, que vivenciamos? O "obreiro", o "bondoso", o "magnânimo" com sua índole da perversidade criou essas condições e hoje se apresenta com cara de Amélia arrependida querendo voltar? E como diz aquele trechinho: Volta Amélia, Volta, Abandona esta cidade, Vai pro teu ninho de Maldade, Só assim teremos Volta! (N. do E.). Parece-nos que a ganância dessa estirpe de mal-paridos não tem fim. É como o abismo negro que suga tudo ao seu redor. A diferença estar no que é sugado: esperança.
Como podem ser classificadas pessoas, que apostam na desgraça coletiva para atingirem o sucesso pessoal? Dizem que o brasileiro tem memória curta (na verdade memória curta é o oposto da ganância longa), mesmo assim, pediremos para se fazer um retrospecto dos últimos trinta anos do nosso quadro administrativo. Chegaremos a fácil conclusão de que por mais diferentes que tenha sido como pessoas, como administradores eram os mesmos: consolidar a derrota do ser humano em favor do proveito pessoal. Há quem prove o contrário?
Um município em que o patrimônio público (Kombi, Trator) se tornou refém dos apátridas aproveitadores, para pagamento de dividas é, no mínimo, absurdo. Administrações que não assumem compromissos; outras que exalam fétido odor de descaso, travestido de mentirosos compromissos, é uma constante em nossa vida pública. Gozar com todo direito que nos pertence, mas, que vem sendo usurpado ao longo de uma árdua caminhada da vida, o prazer de podermos morar em um município decente, parece-nos que é uma tarefa para a linha do horizonte, distante, no futuro. Só que o horizonte um dia se aproxima, o futuro se torna presente, mudanças não acontecem e, continuaremos precisar de novos horizontes e novos futuros para os mesmos problemas?
Mais um ano eleitoral, e as cartas foram lançadas e, mais uma vez o descarte está em nossas mãos, como costuma acontecer a cada quatro anos: A NOSSA CHANCE SE RENOVA. Com isso temos a possibilidade de descartar quem historicamente nos descarta e, sem esquecer o passado com sua biografia de canalhices, reescrevermos nossa história e assumirmos uma postura ao menos, uma vez na vida, sensata. Esperamos com isso, que ao laçarmos a flecha da justiça no ar, acertemos em cheio o alvo dos nefastos, pois lançá-la em outra direção, não terá mais volta e, ao invés de fazermos justiça, seremos injustiçados. Boa Leitura!
Os Editores

Direção: Marcos Teixeira & Tito Lívio
Colaborador desta Edição: Maria Cleidimar e
Cledenilson Moreira - Cientista Social

ESPAÇO POEZIA

AO GESTOR DEMENTE* por: Tito Lívio

"Digníssimo", "grandioso" Gestor Demente.
Apetite voraz e caráter dissoluto
Capacidade de gerir como um maluco
A combalida cidadezinha inocente.

Mensageiro do terror e dos suplícios
Capaz de suplantar a felicidade
Demônio obscuro da maldade
Portador inconteste de todos os vícios.

Maldito seja teu insignificante legado
Que os ventos só trazem a desgraça
Tua vida se derrama em cachaça
Teu compromisso nunca é honrado.

Tu és a universal grandeza do horror
"Maior" até que o Hércules o Universal Colosso
Tua essência se reduz ao espírito de porco
Eis o "sabichão" o rei do desamor.

Brandindo os teus uivos e gritos bestiais
Assombrando a esperança adormecida
Eis a forma diminuta da lombriga
Eis a desgraça de nossos carnavais.

Com ações tortas como a sua vida
Tem sorriso amarelo de doença
Combatente impávido de outra crença
Eis o porta-bandeira da mentira.

1,9 a média geral. Isto já se entende.
Mais cadê o Gestor o afoito o Demente
Que não encontra a solução
Preferindo atingir todos com tiro de canhão?

Afinal, eis o "maior", o mais "capaz",
Apresentador da "brilhante" Solução
"Tempestuoso", o mais "loquaz".
Exemplo "digníssimo" de nossa administração.

Incapaz de insistir em outro terreno
Cerne de um pensamento apodrecido
Digno de um conjunto de estribo
Eis destilador do mais podre veneno.

Defende sem pudor esse aborto
Amando, espalhando sua paixão,
Deixando até o mais humilde absorto
Tu chamas isto de gestão?

E se achando na razão e no direito
Governas com rancor e com maldade
Os escombros de uma bela cidade
Com esse pensamento pífio e Canhestro.

Não esperem um comportamento libertário
De um espírito patético e doente,
Que já nasce com o pensamento acorrentado
Ele é o tolo, o típico subserviente.

Mas não terminou aqui. Não!
Ainda insisto no mesmo campo
Deixa de derramar esse teu pranto
Conte para nós sua contribuição.

Talvez possa ser reduzida a menor,
Parte destacada do papel higiênico
Mas deixe ignorante, ignóbil ser blasfemo,
De atacar a cidade com rancor.

Resta apenas saber pelo veneno letal
Da voz, da caneta, da palavra e do grito
Se tu eis realmente o grandioso o maioral
Ou não passas de um amontoado de podre lixo.

* Uma justa e necessária homenagem a todos os políticos que nos útilmos Trinta anos vem transformando nossos sonhos em pesadelos e nosso município num Lupanar.

MINHA PEDAGOGIA POEMA DE DOM HELDER CAMARA / TEXTO por: Maria Cleidimar Fernandes de Brito


Não ensines a teu filho que as estrelas
Não são do tamanho que parece ter:
Maiores do que a terra!
São lâmpadas que os anjos acendem todos os dias
Assim que o sol começa a escurecer...
Não diga a teu filho
Que as asas dos anjos
Só existem na imaginação
Já vi meu anjo em sonho e posso jurar
Que ele tem asas claras
Que até parecem feitas de luz.
Não encha a cabeça do teu filho
Ensinando-lhe hipóteses precárias
Que amanhã de nada servirão.
Povoa de beleza
O olhar inocente do teu filho.
Dá-lhe uma provisão de bondade
Que chegue para a marcha da vida.
Infundi-lhe na alma o amor de Deus
E tudo mais por acréscimo ele terá.

Poema do saudoso Dom Helder Câmara, bispo em Olinda-PE; No decorrer de sua vida, tomou para si a missão de lutar pelas causas sociais e com singeleza e candura discorrer, nesse poema, a cerca da pureza do ser criança, imbuída de imaginação, inocência e amor.
Não percamos tempo, para abraçarmos esses versos, e trazermos para nossas vidas o zelo, o afeto, o mimo, e, sobretudo, respeito que toda e qualquer criança merece ter. Nada de pensamentos retrógrados, herdados de culturas arcaicas que se quer desfrutavam do prazer do convívio direto (no sentido de tato, tatear, pegar...), numa das fazes mais belas da infância – a de quando a criança é bebê.
Façamos uma revolução senhores pais e senhoras mães, babás, vovós e vovôs, titios e titias, amigos da família, ou seja, lá quem for: a criança é um ser abençoado por Deus, e com tal, deve ser agraciada por cada um de nós; nós que fazemos parte do mundo dos grandes, das pessoas sérias, ocupadas demais, mas que mesmo equivocados com o que chamamos de "responsabilidade", "seriedade", não esqueçamos de fazermos diariamente, seja lá qual for o grau de parentesco ou não: mimar, mimar, amar, amar, a criança que existe em seu derredor...
Quando isso acontecer um dia, os gritos e os castigos darão lugar ao diálogo e a disciplina, os apelidos usados no intuito de manchar o brio da identidade de uma criança será extirpado por si só da língua daquele(s) que o fez. Dessa forma, os direitos universais da criança e do adolescente, no que se refere a sua integridade física, psíquica e moral serão assegurados, não pela força da lei, mas, primordialmente pela ação individual e/ou coletiva de cada um de nós – os sérios e responsáveis demais.
Estamos cientes de que o campo de discussão é bem maior do que esse que timidamente propusemo-nos expor, considerando que adentrar no universo infantil perpassa por valores singulares que Dom Helder discorreu tão bem. Você, a partir de agora, passas a ser responsável pela alegria ou choro, sorriso ou indiferença de uma criança,... Aproveite para povoar de beleza as tuas atitudes grosseiras, arraigadas com receitas prontas, etiquetas vazias, "achismos" baratos, que exige da criança aquilo que nem você é capaz de fazer depois de grande; mamães, papais, babás, titios e titias, vovós e vovôs, amigos e amigas da família, fulano ou cicrano, as estrelas são lâmpadas que os anjos acendem todos os dias e que só o amor nos faz melhores... Abrace a criança que está em você e promova a paz!

ADEUS MUDANÇA por: Tito Lívio

tito.luz@bol.com.br
tito.luz@hotmail.com

Desde a pré-história o ser humano vem experimentando mudanças e criando condições para havê-las. À medida que descobrimos – fogo, roda, bronze, ferro entre outros – ao mesmo tempo fomos dando utilidades para as descobertas. Desde tempos remotos que a humanidade vem apresentando uma evolução, em vários aspectos de sua natureza e, com isso, propiciando prazeres, antes desconhecidos, em prazeres cotidianos – embora ainda existam os que continuam nas penumbras, não desfrutando de absolutamente nada ou quase nada. É a Revolução da Descoberta, que nos tirou de uma vida de incógnitas e até certo ponto limitada em relação ao que poderia e pode ser conhecido e nos deu a possibilidade de sonhar além, de ir além.
Conjuntamente com essa revolução, veio à necessidade de fixarmos residências em determinadas áreas, nos levando a abandonar uma vida de nomadismo. Foi o início do surgimento das civilizações que até ontem conhecíamos como civilização moderna e nos dias atuais pós-moderna.
A terra, um ponto infinitamente pequeno do universo, ligada, ao mesmo, por um elo invisível, apresenta um dinamismo indissociável do mesmo. Dança de forma conjunta, e apresenta suas revoluções como influencia em nossa evolução. E é justamente esse elo que se apresenta como uma teia, com seus emaranhados de fios, que nos dá uma ligação com tudo e todos "somos parte da natureza e se fazemos mal a natureza, fazemos mal a nós mesmos". Não há com fugir. E essa energia que propiciam as mudanças, faz parte do processo de evolução que esta intimamente ligada conosco.
Dentro desse complicado quadro de energia e transformações, alcançamos, em um breve período de nossa história, um salto qualitativo no com concerne os avanços tecnológicos: é inegável, nos dias de hoje, recusar a utilidade da energia elétrica, do carro, dos avanços tecnológicos, dos transportes aéreos, dos avanços das ciências em uma forma mais ampla. Ou seja, estamos sempre vivenciando um processo ativo, em busca de novos prazeres, conhecimentos e outras saídas. E essa é uma das nossas características: buscarmos além para não corrermos o risco de nos afogarmos em uma vida de limitações. De limitado só temos o breve período de nossa existência na vida terrena.
Nesse quadro faz jus afirmar que: sempre estamos experimentando, inovando, transpondo, sonhando, indo além e buscando irromper com essa inércia que quer nos prender, a ferro e fogo, a uma vida patética e doentia. Contudo, experimentar algo novo, mudanças, revoluções, é tarefa árdua e ao mesmo tempo complexa. Requer uma dose de sacrifício e de ruptura com essa uniformidade de pensamento que nos atrela a políticas excludentes e absurdamente atrasadas. Afinal quem não gosta de levar "um tapinha" nas costas e escutar do político canalha pode contar comigo, mesmo que não seja verdade? Quem não acorda diariamente com um sorriso de orelha a orelha, por estar sendo favorecido ou até por seus familiares estarem sendo favorecidos na política do momento? Quantos não se calam diante das barbaridades cometidas nas administrações, apenas por terem recebido convites para festas, participarem da mesa dos políticos ou mesmo silenciarem diante de esmolas travestidas de salários de assessoria? Quantos não são aqueles que apostam na política do quanto pior melhor, apenas para servirem de marionetes para efetivação dos interesses dos pseudo-politicos que estão na fila de espera? Somos donos dos nossos anseios?
Tudo isso nos faz assegurar que Pedro Velho vem sendo minado em uma velocidade assombrosa. As políticas aqui aplicadas têm as mesmas características as de 30 anos atrás. É o reverso do processo evolutivo, o contrário da mudança e a identidade com o atraso. Perdemos o fio da meada e estamos andando na contramão da história; na verdade estamos opostos à dinâmica da teia da vida que conecta tudo a todos, como se não fizéssemos parte desse universo. Seguimos contrários a tudo que significa mudança e agarramos de corpo e alma ao atraso absoluto
O tétrico cenário que se apresentam no quadro político municipal nos remete, sem sombra de dúvida, a uma via de mão única. Não experimentamos nada de novo nos últimos trinta anos, não só nos isentamos de experimentar como não nos demos a oportunidades de vivenciá-las. Estamos presos, mais uma vez, a opção nula e, essa nulidade se apresenta em um grau tão elevado que em muitos momentos nos força a desistir.
Levantemos os braços, todos! E em nome da incompetência, descaso, falta de compromisso, vilania, que se tornou parte indissociável de nossas administrações, louvemos a vida boa que daremos aos mal-feitores e que nos próximos quatro anos tornará nossos sonhos em pesadelos as esperanças em desespero a fé em descrença. AdeusMudança!!!!

TEXTO, FOTO E REFLEXÃO


Chegará um dia que as almas ceifadas pela ganância serão vingadas
Que a morte pela fome, será redirecionada
E os algozes que as proporcionaram sentirão o gosto do descaso.
Tito Lívio

QUEM SÃO OS VILÕES DE VERDADE? QUEM É O G20? por: Cledenilson Moreira - Cientista Social

Observando a situação dos professores do município de Pedro Velho, categoria a qual pertenço e me identifico, e o momento ímpar de luta pela melhoria do salário base, vejo uma espécie de grito dos excluídos às avessas. E os gritos ecoam como balas no escuro e sem direção, entretanto, uma me atingiu; e por isso, chegou à hora da verdade. Vamos ver o quanto de verdade somos capazes de suportar.
A situação do aumento salarial da categoria era previsível. Eu avisei. Mas quem me ouviu? O primeiro tiro veio de uma professora afirmando que eu estou contra a categoria e não sou mais do sindicato. Ora! Eu sempre fui categoria, fui o primeiro a me filiar ao Sinte como fundador do Núcleo Sindical de Pedro Velho e serei o último a sair. Pertenço ao sindicato e sou coerente com sua luta. O mesmo sindicato que a colega professora nunca respaldou. Não sabe o que é uma Assembléia, pois nunca participou. Agora, é assídua. Sempre disse: fui convidado para fazer um trabalho na Secretaria de Educação de cunho pedagógico e vi nele uma oportunidade de conseguir para a categoria o que sempre nos foi negado. Lutei durante os oito anos da gestão anterior, sendo ridicularizado por parte da própria categoria, quando eu pedia para incorporar a regência de classe ao salário base e nunca fui ouvido, aliás, o Núcleo Sindical de Pedro Velho nunca foi ouvido. Agora, na Secretaria de Educação, consegui o apoio da Secretária, da Equipe Pedagógica e do Prefeito Jalmir para incorporar a regência e aumentar a base salarial em 15%. Fizemos isso em 2006. E aí, colega professora? Quando foi melhor para o seu bolso? Quando eu estava no front do rejeitado SINTE daqueles anos ou agora? Você só vai entender isso se fizer, pelo menos, um ano de Sociologia.
Quanto ao aumento, é lamentável que um grupo de 20 professores (G20) tenham criado tal situação. Um grupo que prejudicou 160 professores, inclusive eles próprios, tudo para não "magoar" o gestor anterior. Hoje, não querem assumir a irresponsabilidade de ter contribuído para um congelamento do salário do professor de nível superior durante oito anos, e atualmente, posam de donos e donas da razão com um discurso de que não se deve olhar para o passado. Por quê? Só devemos olhar para o passado para ver quem era da luta na frente sindical? É fato. Antes, a categoria se dividia em "os idiotas" que faziam parte do sindicato, na concepção do G20, e o restante dos 105 professores na época. Os ditos "idiotas" e outros adjetivos pejorativos arraigados na minha mente, contavam 10 profissionais. Os 10 que queriam aumento da base salarial, incorporação da regência, meia semana (que foi extinta), um Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos democrático, e fomos derrotados pelo G20 que se apresentava como advogados do prefeito entre 1999 e 2004.
Foi assim quando defendemos a regência integral e, sem força e sem respaldo da maioria, perdemos. Foi colocado 30% e retirado 12,5% da meia semana já conquistada. Queríamos manter a meia semana, pois não concordamos em reduzir direitos e salários da categoria. Ficou 17,5 % sob aceitação da maioria. Queríamos o aumento da base, por orientação do Sinte, o G20 e a maioria defendiam o rateio e alegava que não podia ter aumento. Como não podia ter aumento se tinha dinheiro sobrando para ratear? E a base continuava congelada. Para se ter uma idéia, de março 2003 a março 2008, a base salarial do professor de nível médio aumentou 169,00 e do superior 139,00 em 5 anos. Se tirarmos a incorporação da regência e o aumento de 15% em 2006, no governo atual, a situação era bem pior.
O agravante dessas perdas repousa em 1998/1999 até 2005, que para fazer concurso o prefeito da gestão anterior reduziu o salário do professor que ainda não era efetivo. Uma perda de 70,00. Soma-se a isto, 8 anos sem reajuste; perda de 12,5% da meia semana; rateio ao invés de aumento da base. A sorte do professor foi os títulos que conseguiu com bastante esforço e a Licenciatura, exigências do Governo Federal. Em tempos de FUNDEF que foi criado para melhorar o salário do professor e a educação, infelizmente, Pedro Velho não foi colocado em anexo. Só restou tomar os microfones da boca de quem reclamava, enquanto o G20 e a maioria aplaudiam.
Esse grupo do G20 plantou na Educação de Pedro Velho e no bolso do professor, a "semente do mal", e hoje, os outros 160 professores, me incluindo, estão comendo o "fruto do mal"; o mesmo grupo prejudicou também os novos professores do Ensino Infantil, que agora pertencem ao FUNDEB e, têm direito garantido por Lei.
Desse modo, também levei a culpa de ter permitido a entrada dos professores do Ensino Infantil no FUNDEB. Alguns integrantes do G20, hoje, com pose de donos da verdade queriam resolver o problema do aumento excluindo os professores do Ensino Infantil alegando enxugar a Folha. Como eu não aceitei e defendi os profissionais, fui ameaçado de levar uma "rasteira". Será que não bastou o que recebi durante 8 anos? Enquanto eu continuar no Conselho do FUNDEB, irei defender os professores do Ensino Infantil que antes não eram lembrados para eventos pedagógicos, cursos, Semana Pedagógica nem rateios e vou defender quem realmente se identifica com a categoria sem Partido Político, e trabalham para o aluno. E é bom que os professores em geral conheçam a história da categoria em Pedro Velho, para saber quem é quem, e quem são os verdadeiros vilões da história.
É duro dizer isso, mas o Sindicato está sendo enganado. Primeiro, porque o Sinte em Pedro Velho foi fundado por mim e mais 9 professores debaixo das ameaças do Secretário Adjunto da época: "quem for a Assembléia do Sindicato será demitido". Mesmo assim, apareceram 45 corajosos, e fundamos o Núcleo Sindical em 17 de novembro de 2001. Analisem e percebam que há uma incoerência em quem representa a categoria no município hoje. Incoerência maior é ver numa assembléia do Sinte em Pedro Velho, alguns professores que nunca se identificaram enquanto tal categoria e o G20 que não sabia nem onde sentar. Nunca compareceram. Não sabiam como era. Segundo, refere-se à atuação do Núcleo Sindical de Pedro Velho criado em 2001. Em meu nome e sem registro oficial, apenas uma Ata de Fundação e sem respaldo da maioria, enviei ofícios ao prefeito entre 2001 e 2004 pedindo aumento e outros direitos para a categoria. Eu queria a Folha de Pagamento detalhada, extratos do Banco do Brasil e tudo o que a categoria tinha direito de ver. Afinal, o dinheiro do FUNDEF pertencia aos professores. Sempre obtive resposta da seguinte forma: "não há condições para aumento e esses documentos só podem ser enviados a pessoas jurídicas". Isso, sem mostrar argumentos ou números, e com o aval do G20. E por fim, parte do G20 era integrante dos Conselhos (FUNDEF e Educação) que vou evitar comentá-los. Todos já sabemos como era a atuação.
Na gestão anterior e sob elogios do G20, além de esconder os números e as Folhas; houve algo maior para enterrar as esperanças dos professores. Em outubro de 2004, foi enviado à Câmara de Vereadores o Estatuto do Magistério Municipal, Lei específica que regulamentava os direitos e deveres da categoria e dá outras providências, em outras palavras, entendemos, nosso contracheque, bolso, salário. Em nada acrescentou ao professor, hoje estamos sentindo no bolso o prejuízo. Foi feito às pressas, após derrota da chapa do prefeito nas eleições em outubro de 2004, e as portas fechadas, às escondidas, não se sabe onde. Ninguém foi consultado. Acho que o G20 sabe onde foi, mas hoje ninguém quer levantar o braço e dizer que opinou ou participou. Ninguém quer assumir a culpa.
Atualmente, estamos analisando o novo Plano com o procedimento mais adequado e democrático possível. Todos os professores foram consultados; o Sindicato foi ouvido. Leu, sugeriu e pode opinar com Assessoria Jurídica; foi criada uma Comissão de Análise, de forma democrática, em cada escola escolhendo um representante. O Plano está sendo analisado artigo por artigo. E ainda tem gente dizendo que está sendo feito as escondidas. Pode? O Endereço é Rua Professora Elizabete de Castro, Centro, Pedro Velho, RN. (Secretaria Municipal de Educação 2008).
Além desses entraves na atuação do Núcleo de 2001, teve muito mais e não dá para citar tudo, apenas, quero resumir dizendo que houve: boicotes as Assembléias do Sinte; dificuldade inicial de repasse de 1% ao Sinte descontado em contracheque; repasse do salário mínimo apenas ao nível médio DISCRIMINANDO o Professor Formado; perseguição aos membros do Núcleo com corte de transporte, de obrigação do Poder Público. Aliás, toda obrigação do Poder Público, na época, era visto pelo G20 como grande favor aos profissionais da educação. Vícios do coronelismo.
Porquanto, quero deixar claro que eu estou fazendo a minha parte pela educação, pelas condições de trabalho e pelo bolso do professor. Não tenho mágoas de nenhum professor. Sou professor. Estou na Coordenação Pedagógica a convite da Secretária e do Senhor Prefeito para realizar um trabalho. Alguém confiou para minha competência, procuro fazer as coisas acontecerem na educação, prezando pelo bom funcionamento e qualidade. Porém, não fomos educados para isso. Não fomos educados nem para receber críticas. Mas digo, sairei dessa função de cabeça erguida, sem medo da palavra "psicologismo" e voltarei "rindo" para fazer meu trabalho em sala de aula, por que o meu patrão não é o prefeito nem a secretária, é o aluno. Agora todos sabem a quem foi atribuída à carapuça dos psicologismos. É bom que os professores do município conheçam quem tem passado limpo na educação e saibam quais os verdadeiros vilões da história. É fácil dizer: "eu não fiz nada", "não contribui para essa situação", mas as evidências do passado supera a falsidade das palavras no presente. Eu tenho boa memória. Estou com uma Equipe de Trabalho Pedagógico que faz educação com outra visão, sem feijoada doce para a maioria dos professores em eventos, enquanto um banquete era montado numa sala vizinha da escola nas "ventas" de todos nós. Todo mundo achava ridículo, comentava aos cochichos, mas ninguém "rasgava o verbo". Imaginemos se fosse hoje!
Gostaria de dizer que o atual prefeito foi o único nos últimos 15 anos que deu aumento real aos professores, e vejo que ele está fazendo um sacrifício para superar a situação da "árvore do mal" visando aumento em 2008. Acredito que consiga, pois, todos os professores merecem. Inclusive aqueles que nunca foram as Assembléias do Sinte. Quanto à Secretária de Educação, de quem alguns professores esperavam retaliação em relação às reivindicações, ela defende a idéia de que "é um direito da categoria, mas o aluno também tem direito".
Portanto, quero dizer a todos os professores. Os Conselhos do FUNDEB e da Educação estão atuando tendo em vista melhorar as condições de pagamento da Folha e disponibilizamos toda e qualquer documentação, antes escondida, na Secretaria Municipal de Educação contendo Folha detalhada de pagamento, extratos do Banco do Brasil, Cartilha Informativa etc. Está à disposição de qualquer professor. E o Sinte que agora está inserido no processo e tem vez, também tem todas as informações necessárias para ajudar a fiscalizar e opinar por uma educação melhor para todos. Se o destino comprovar a música do Cazuza "O tempo não pára", todos nós veremos como serão as Assembléias do Sinte em 2009 e a situação do salário do professor, bem como o acesso às informações. Diz a letra: "Eu vejo o futuro repetir o passado, eu vejo um museu de grandes novidades..."
É terrível quando o cunho político partidário mexe com a cabeça das pessoas para gerar interpretações cegas que comprometem o verdadeiro sentido do texto. Vamos ser proficientes na leitura e entender que a intenção comunicativa desse texto é entender o passado, observar o presente e planejar o futuro. Estou me colocando na defesa da classe educadora, querendo aumento real, mas mostrando o que é possível colher algo de bom em meio a tanta defasagem de 8 anos. Espero que o novo Plano traga aos professores melhor conforto e justiça. E agora vamos pensar: quem são os vilões da história? Será que são os mesmos que colocam faixas pedindo reajuste e conclamam os vereadores para não ter reajuste? Que contradição! Mais uma vez, prejudicando a maioria que merece e quer aumento. É lamentável